sábado, 17 de outubro de 2009


Educação Ambiental

Narrativa de um educando


“A luta pela preservação do Cerrado Campineiro”



Aconteceu que me envolvi nesta história por haver terminado de participar do processo de formação de Educadores ambientais populares – COEDUCA -, o que resultou internamente numa potencialização de valores como cidadania, responsabilidade ambiental, cultural e com comunidades aprendentes. Isto porque após todo um longo trabalho por 18 meses, aprendemos mais do que teorias. Na busca de um diagnóstico socioambiental, desenvolvemos um novo olhar para nossa cidade - o olhar pela ótica de seu povo -. Seus quereres, sonhos, medos, expectativas, tradições.
E este método baseado entre outros conceitos na Pedagogia da Práxis, foi parte do Profea (Programa Nacional de Formação de Educadores Ambientais), por um Brasil educado e educando ambientalmente para a “sustentabilidade”. Termos como Justiça Ambiental, Pertencimento, o Saber Ambiental, Emancipação, Território, etc., foram exaustivamente dialogados entre os educandos e educadores durante processo de formação dos Coletivos Educadores Ambientais de Campinas.
Andei pela cidade, descobri com meus colegas de coletivo naquela que acreditávamos ser a Macrozona 5, tesouros incontáveis. A Mata Bela Aliança é um deles. O Cerrado do bairro Itajaí, outro. E foi aí que começaram as tristezas e preocupações.
Encantados com o cerrado campineiro descobrimos nele (eu e meu amigo Marcão, Pap4, no processo Coeduca) espécies raras, como o pequi que pensávamos já extinto em nossa região. Ao som do canto da fogo-apagou, da seriema, do tico-tico do campo, do sabiá laranjeira, fomos entrando cerrado a dentro e fotografando tudo que podíamos. Pudemos verificar como o processo de urbanização e de especulação imobiliária vem devastando o bioma cerrado nesta região, sem respeito algum ao meio ambiente, inclusive com locais de mananciais importantes para a Bacia do Rio Capivari, já bastante impactados e sem proteção de matas ciliares...
Foi já na segunda fase do Coeduca – pós formação – quando o Coletivo acabou se identificando como um único grande coletivo através da dinâmica da Teia, traçada pelas interrelações dos coeducandos esparramados pelas diferentes macrozonas da cidade, mas articulados de alguma forma entre si, que os acontecimentos se precipitaram em relação à ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos. Como faço parte de um coletivo interdisciplinar e com membros das mais variadas facetas da sociedade, me chegaram muitas notícias e convites para participar de diálogos sobre assunto de tão grande relevância para a cidade, onde toda a população da região metropolitana de Campinas será afetada de forma direta ou indireta por este pretenso mega-empreendimento. E um destes convites me foi enviado pelo Condema (Conselho do Meio Ambiente) e como Educadora Ambiental que acredita na responsabilidade ambiental de todos e em nossos sentimentos de pertencer a um território que gera uma cidadania ativa, prontamente compareci.
Nesta reunião acabei por conhecer duas pessoas da comunidade atingida pela desapropriação, hoje minhas grandes amigas, Eliza Novak e Dinorá (presidente da Associação de Bairros no entorno de Viracopos). E ouvi suas falas emocionadas. São moradoras em pequenas chácaras de 3.000 m², onde levam uma vida rural e simples, porém com muita qualidade e sustentabilidade. Eliza possui umas vaquinhas de leite e um touro nelori manso como um cachorrinho, de nome Bebê ( que hoje está misteriosamente desaparecido). Dinorá possui grande liderança na região, inclusive com seus vizinhos do outro lado da pista (os antigos atormentados pelo fantasma da desapropriação) – no Campo Belo. Ela sempre cuidou até da vacinação da criançada, na própria sede da associação, que fica em sua casa mesmo. Tem fotos dela junto com nosso querido prefeito Antonio da Costa Santos enfeitando paredes. Há relatos de que ele adorava o lugar. O que é perfeitamente compreensível, pois como grande arquiteto urbanista que foi, vislumbrava o patrimônio histórico e cultural, bem como o potencial ambiental que esta região representa para toda Campinas. Tive o privilégio de conhecer estas comunidades porque no encontro com Eliza e Dinorá, na reunião em que estive presente do Condema, imediatamente perguntei se poderia ir conhecer suas chácaras e elas aceitaram de pronto. Sem me conhecerem, foram guias turísticos de uma generosidade e paciência com meu deslumbramento ambientalista, exacerbado diante de tanta e inesperada beleza. Caminhamos pelas florestas. Pisamos nas águas do Rio Capivari-mirim, ainda transparentes e correndo em seu leito natural de pedras. Na mata de transição, com imensos jequitibás e jatobás, bem fechada como todo bom e saudável fragmento de Mata Atlântica, de repente o sol começa a clarear mais entre as árvores que vão se distanciando aos poucos e você está dentro do bioma cerrado. Uma lebre passa feito relâmpago à nossa frente. Fotografar, nem pensar. Ela é muito rápida no seu pular de lebre por entre a vegetação de gramíneas, herbáceas, arbustos e árvores tortas deste lindo remanescente do cerrado campineiro. O mesmo que corre o risco de ser suprimido e soterrado junto com suas nascentes, riachos, ribeirões, rios, lagos, represas, lagoas... agora na primavera, as lobeiras estão carregadas de fruta do lobo – do lobo Guará, que anda por lá. Jaguatirica também aparece à noite, assaltando galinheiros. O povo faz vista grossa. Eles tem galinhas e pintinhos demais, patos demais, marrecos, perus. A seriema passeia no quintal da Eliza. Um casal de coruja Canindé anã mora no pé de abacate, porque tem copa bem fechada e fica escurinho durante o dia. Perto dali passa o Riacho Viracopos - suas nascentes alimentando a terra com águas vindas do interior da mesma terra - sons de cachoeiras. Nos campos cerrados muitos buracos da coruja buraqueira (Athene cunicularia), que voa de dia e que voa de noite. Em homenagem a esta ave abundante no cerrado Viracopos, os ambientalistas de Campinas fundaram um grupo em defesa deste bioma e das populações e comunidades tradicionais existentes na região da ampliação, o MOVER – Movimento Viracopos Ético e Responsável – que tem como símbolo a coruja buraqueira.
O Mover é um coletivo que se formou espontaneamente por membros da sociedade civil, de ONGs da região, conselhos e moradores proprietários ou não de terras desapropriadas. Começou pequeno, mas a nós já se agruparam alguns partidos políticos e alguns políticos – vereadores de Campinas e das outras cidades da RMC, além de alguns amigos Educadores Ambientais. Graças a este movimento ambientalista, o EIA/RIMA apresentado pela Infraero em audiência pública na Câmara de Vereadores de Campinas – na época, apenas para cumprimento às leis – agora está em processo de reavaliação dos graves impactos negativos e o início das obras foi adiado para 2011, devido às dificuldades na obtenção do licenciamento ambiental.
É um exemplo de mobilização da sociedade civil organizada, com base no socioambientalismo, na justiça ambiental para a preservação dos direitos humanos à sustentabilidade de seu território.
Na visão da Educação Ambiental caracteriza-se na concepção de Comunidades de Aprendizagem e Qualidade de Vida (“São lugares de emancipação cuja medida é o surgimento de práticas solidárias(Boaventura de Souza Santos, 2000) – A plena realização das Comunidades de Aprendizagem e Qualidade de Vida contribui para a descolonização do Futuro, para a superação do “Utopismo automático da tecnologia”, para o resgate da comunidade como base da emancipação e da significação das vidas humanas” – Profea, primeiro parágrafo – página 37).
Configura-se na visão da Educação Ambiental, que cita a necessidade das Comunidades não serem isoladas, pois sozinhas não possuem poder para mudarem aspectos macroeconômicos, fenômenos de alcance regional ou mundial que as influenciam. É papel da Educação Ambiental facilitar e potencializar a articulação das Comunidades, sempre numa perspectiva democrática e emancipatória. Uma articulação de Comunidades pode alcançar uma capacidade de transformação da realidade, também pelo desenvolvimento da intervenção coletiva (Profea – Série documentos técnicos – 7).

“ A descoberta mais importante dos dois últimos séculos é a de que estamos juntos num mesmo experimento frágil, vulnerável aos acontecimentos, ao julgamento equivocado, à visão estreita, à ganância e a má-fé. Apesar de separados em nações, tribos, religiões, etnias, línguas, culturas e políticas, nós estamos todos juntos numa aventura que se iniciou em épocas imemoriais, mas que no futuro não irá além da nossa capacidade de reconhecer que somos – como definiu um vez Aldo Leopold – membros e cidadãos plenos da comunidade biótica. Essa consciência tanto acarreta um imperativo como traz uma possibilidade. O imperativo é simplesmente que devemos dar toda a nossa atenção às condições e pré-requisitos ecológicos que sustentam todas as formas de vida.”( David W. Orr – Prólogo do livro “Alfabetização Ecológica” – Fritjof Capra e outros).






Dorinha Meres
Educadora Ambiental

Campinas, setembro/2009.




Bibliografia:
PROFEA - Programa Nacional de Formação de Educadoras(es) Ambientais
Série Documentos Técnicos – 7
Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental
Brasília/2006

CAPRA, Fritjof e outros – Alfabetização Ecológica
( Michael K. Stone e Zenobia Barlow, orgs.)
Editora Cultrix
São Paulo

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Como a poluição sonora atinge os animais

Como a poluição sonora atinge os animais

Existe, na natureza, um equilíbrio biológico entre todos os seres vivos. Neste sistema em equilíbrio os organismos produzem substâncias que são úteis para outros organismos e assim sucessivamente. A poluição vai existir toda vez que resíduos (sólidos, líquidos ou gasosos) produzidos por microorganismos, ou lançados pelo homem na natureza, forem superior à capacidade de absorção do meio ambiente, provocando alterações na sobrevivência das espécies. A poluição pode ser entendida, ainda, como qualquer alteração do equilíbrio ecológico existente.

A poluição é essencialmente produzida pelo homem e está diretamente relacionada com os processos de industrialização e a conseqüente urbanização da humanidade. Esses são os dois fatores contemporâneos que podem explicar claramente os atuais índices de poluição. Os agentes poluentes são os mais variáveis possíveis e são capazes de alterar a água, o solo, o ar, etc.


Poluição, é portanto, uma agressão à natureza, ao meio ambiente em que o homem vive. Os efeitos da poluição são hoje tão amplos que já existem inúmeras organizações de defesa do meio ambiente. Segundo os zoólogos, as maiores dificuldades de adaptação dos animais ao cativeiro, decorrem principalmente do barulho artificial das grandes cidades.Por outro lado, comprova-se, que nos locais de muito ruído é mais acentuada a presença de ratos e baratas, agentes potenciais de transmissão de doenças. As vibrações sonoras produzidas por motores de avião provocam a mudança de postura das aves e diminuição de sua produtividade.


Pesquisadores dos EUA, estudando os efeitos do ruído sobre as plantas, fizeram uma experiência com as do gênero Coleus, possuidoras de grandes folhas coloridas e flores azuis. Doze dessas plantas, submetidas continuamente ao ruído de 100 dB, após seis dias apresentaram a redução de 47% em seu crescimento por causa, segundo os cientistas, da estridência persistente, que as fez perder grande quantidade de água através das folhas.


Infelizmente, nos humanos as conseqüências da poluição sonora não se ficam pela perda de audição. Ironicamente, enquanto não se perde, parte ou a totalidade desta, pode-se ficar sujeito a um role interminável de conseqüências ainda mais graves. A poluição sonora contribui para o agravamento da hipertensão, da taquicardia e arritmia, e também para desequilíbrios dos níveis de colesterol e hormonais. É também um fator de stress, e por isso pode ser responsável por distúrbios do sono, dificuldade de concentração, perda de memória, outras perturbações psíquicas e até tendências suicidas.


As conseqüências do ruído nos animais silvestres são em muito semelhantes às sofridas pelos humanos, e ainda piores em alguns casos. Muitos animais dependem diretamente da audição para comunicar e para caçar, ou para evitar ser caçados. A diminuição destas capacidades acaba frequentemente por se fazer sentir ao nível da produtividade e de um elevado número de parâmetros fisiológicos. Os animais silvestres evitam zonas de grande poluição sonora como as grandes metrópoles. Certamente que o ruído não é a única razão por que o fazem, mas é natural que tenha um peso considerável, com efeito sabe-se que os animais silvestres evitam o ruído por si só. Vende-se incluse no mercado máquinas para produzir o ruído com a finalidade de espantar aves dos campos agrícolas. Em todo o caso, quando da utilização repetida destes mecanismos, como sucede por exemplo em alguns aeroportos, as aves acabam por se habituar e passam a ignorar o ruído. Mesmo assim, obviamente que pelo simples fato de os animais se habituarem ao ruído não podemos concluir que este não lhes é prejudicial.


Atualmente a poluição sonora não se restringe sequer às zonas habitadas, chega efetivamente a quase todo o lado. Desde as imensidões geladas dos pólos, até às selvas mais remotas, as atividades humanas e conseqüentes ruídos fazem-se sentir, nem que seja através do número crescente de aviões que cruzam os céus.


Ao nível dos oceanos, o problema parece ser ainda mais grave. Por um lado, é pelo fato dos mares e oceanos não serem habitados por humanos, não se investe quase nada na redução do ruído produzido nesse meio. Por outro lado, a propagação do som na água faz-se não só mais rapidamente, como até maior distância do que no ar.


Os oceanos albergam ainda animais, com características particulares associadas ao som, como os cetáceos (baleias, golfinhos) que estão dotados de sonar, e que dependem deste sistema de eco-localização para se alimentar e se orientar. Pensa-se que interferências neste apurado sentido possam estar na origem da colisão de cetáceos com redes de pesca, ou dos cada vez mais freqüentes erros de navegação que os levam a encalhar em praias e baixios.


A poluição sonora está na origem de um enorme número de problemas para todos aqueles que de uma forma ou de outra se beneficiam do maravilhoso sentido da audição. O primeiro passo na procura de uma solução para esta questão passa pela tomada de consciência de que este é um problema em que somos a causa, uma das vítimas, e a única solução.

texto Carol Candeia

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dia da Árvore

ZUM

Quedo.
Paralizo.
O Zumbido não é do Acabou Chorare
dos abelhos abelhinhas
das mamangavas
sujas de passiflora.
Que zumbido é esse ?
Que zumbido é esse ?
É um zumzumzum
Estridente como motoserra
Paulatino como relógio
Implacável como o tempo
Que barulho é esse ?
Que barulho é esse ?
Que ecoam dos Parlamentos
Dos escritórios de ar condicionado
De copos d´agua bostados e purificados
Que estrondo é esse ?
Que estrondo é esse ?
Não é trovão.
São vozes que tramam devastação
Um dinheiro pra você, dois pra mim.
Um voto pra você, outro pra você, mais um pra você e todos pra mim.
E zumzumzum
Escuta !
Zumzumzum
Estamos ficando surdos de tanto não enxergar
Estamos ficando barulhentos de tanto encegar.
E zum
zum
zum
zum.
Paralizado.
Quedo.

(Uma silenciosa homenagem ao dia da árvore)


Chico Lêmure Telúrico.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A importância do cerrado


MAYLA YARA PORTO

No dia 11 de setembro celebramos o Dia Nacional do Cerrado, que foi instituído por decreto de 20/8/03, com o objetivo de estimular a reflexão e a mobilização em sua defesa, uma vez que esse bioma, que está entre os mais ricos em diversidade biológica, se encontra ameaçado.

O bioma cerrado foi reconhecido como “hot spot” para a conservação da biodiversidade mundial. É um alerta máximo e muito sério, por isso é urgente aumentar o conhecimento sobre a importância de sua preservação. Precisamos mudar a maneira como vemos o cerrado. Sem saber que sua biomassa subterrânea é maior do que a biomassa aérea e que as raízes das plantas podem atingir profundidades superiores a 10 metros, na busca de água e de elementos minerais nutritivos, não poderemos dar valor àquela vegetação. Os serviços ambientais prestados pelo cerrado são fundamentais para a manutenção do solo, a regulação climática e o fornecimento de água.

Em Campinas, o mais significativo é o histórico Cerrado de Viracopos, que possui uma abundância de indivíduos arbóreos ausentes nos demais fragmentos, sendo um remanescente de elevada importância para a região. Outro fator relevante é que está comprovada a natureza poligenética do solo de cerrado de Viracopos, que são formados em condições ambientais (clima, vegetação e relevo) pretéritas, mas que ainda persistem na paisagem. Laudo do Instituto Agronômico de Campinas confirma que “o fragmento de cerrado adjacente ao Aeroporto de Viracopos é o único da região associado a um tipo de solo e a um conjunto de atributos que os qualificam como importantes registros geológicos, paleontológicos, arqueológicos e paleoclimáticos da evolução ambiental ocorrida no período quaternário. Ou seja, a vegetação existente naquele cerrado testemunha oscilações climáticas e de fatores ambientais de importância não só para o entendimento do ambiente atual, mas também de sua evolução ao longo do tempo geológico, o que pode ser uma chave para o entendimento das oscilações climáticas futuras”.

Acabar com o cerrado significa, ainda, não utilizar o potencial econômico das espécies que servem como alimentos, corantes e taninos, dentre outras possibilidades industriais e comerciais e efetuar o fechamento de uma grande farmácia natural. Pois inúmeras pesquisas científicas estão mostrando, por exemplo, que a vegetação típica de cerrado poderá se tornar uma grande aliada na luta contra o câncer, eis que várias espécies pesquisadas já apresentaram potencial antitumoral. Como continuar as pesquisas sem o cerrado? Qual o preço dessa destruição? Nós não podemos nos dar ao luxo de desprezar essa preciosidade histórica e ambiental. Não há compensação que possa pagar o ambiente a ser suprimido. Não se trata simplesmente de plantar árvores em outros lugares, pois isto não vai recuperar toda a função ecossistêmica deste cerrado que é única e a natureza levou milhares de anos para constituir.

Com a efetivação do plano de expansão de Viracopos, serão destruídos testemunhos de eventos do passado geológico, importantes não só ao desenvolvimento do conhecimento atual, mas também à evolução das gerações futuras. Pela importância do cerrado como bioma e repositório de riquezas ainda não mensuradas, temos a obrigação de preservá-lo. Se destruído, nem a mais avançada tecnologia será capaz de reconstituí-lo.

Se Campinas é reconhecida pela sua vocação científica e tecnológica, pelo nível intelectual de seus habitantes, não pode ser conivente, em pleno século 21, com um crime ambiental desse monte, fruto da ignorância de alguns gestores públicos, que continuam obsoletamente a optar pelas ferramentas de terra arrasada. Temos que ter a ousadia e o comprometimento de promover um sistema urbano equilibrado entre potencialidades e necessidades, pois é nas cidades que a humanidade constrói as suas alternativas de futuro, e, para isso, precisa de condições ambientais adequadas.


Mayla Yara Porto é presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente - Comdema.

Publicado em 15/09/2009 Jornal Correio Popular

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Biopirataria

Acusada de biopirataria pelo MPF, Natura enfrenta índios na Justiça Federal

Altino Machado às 3:50 am

Semente de murmuru

Acusada de cometer biopirataria ao usar o ativo de murmuru (Astrocaryum ulei Burret), a indústria de cosméticos Natura enfrenta hoje uma audiência de conciliação na Justiça Federal, em Rio Branco (AC), decorrente de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em defesa dos índios ashaninka da aldeia Apiwtxa do Rio Amônea, na fronteira Brasil-Peru.

A ação do MPF, contra a exploração indevida de conhecimento tradicional ashaninka, começou em agosto de 2007. Ela também envolve o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), a Chemyunion Química LTDA, e o empresário Fábio Dias Fernandes, proprietário da empresa Tawaya, de Cruzeiro do Sul (AC), fabricante de sabonete de murmuru.

O MPF no Acre chegou a recomendar ao Inpi a suspensão do pedido de patente relativo à formulação do sabonete de murmuru, obtido a partir do conhecimento tradicional dos ashaninka. A patente de nº PI0301420-7 foi homologada pelo proprietário da empresa Tawaya.

De acordo com o MPF, a elaboração da manteiga de murmuru se deu mediante o acesso a conhecimentos tradicionais da comunidade, quando o empresário realizava projeto de pesquisa e levantamento de produtos florestais em parceria com a organização não-governamental Núcleo Cultura Indígena, sediada em São Paulo.

Ao final da pesquisa, Dias decidiu implantar a empresa de beneficiamento para produzir a manteiga de murmuru em escala industrial. Os índios forneceriam as sementes e teriam direito a 25% dos rendimentos obtidos pela empresa. Com isso, os ashaninka preocuparam-se em formar e capacitar a comunidade para exploração da semente de murmuru de forma sustentável, sem que o conhecimento da fabricação do produto fosse externalizado.

Sabonete líquido

Murmuru: antepassado transformado em árvore

Inicialmente, a empresa Tawaya funcionava no Vale do Juruá, mas logo foi transferida para Cruzeiro do Sul, distante da área indígena, impedindo a comunidade de participar da fabricação. Tawaya é o nome que os ashaninka atribuem para o Rio Amôena, que foi percorrido durante as pesquisas feitas por Fábio Dias.

Uma vez iniciados os preparativos para a produção, o empresário passou a tratar os ashaninka como meros fornecedores de matéria-prima, deixando de cumprir com tudo que prometera durante os anos de convívio e de utilização do conhecimento tradicional da comunidade indígena.

O MPF sustenta que o empresário não tinha a necessária autorização para patentear o produto. A Medida Provisória nº 2.186/2001, que diz respeito à proteção ao conhecimento tradicional das comunidades indígenas e locais, associado ao patrimônio genético, anota o reconhecimento pelo estado do direito dessas comunidades para decidir sobre o uso de seus conhecimentos tradicionais, reconhecidos como patrimônio cultural brasileiro.

Na ação civil pública, o procurador da República Lucas Perroni Kalil assinala que o conhecimento tradicional refere-se a todo conhecimento, inovações e prática das comunidades indígenas e locais, concebidas a partir da experiência empírica adquirida através dos séculos, e adaptado à cultura e aos entornos locais.

- O conhecimento tradicional se transmite por via oral, de geração em geração e tende a ser de propriedade coletiva. Adquire a forma de histórias, canções, folclore, refrões, valores culturais, rituais, leis comunitárias, idioma local e práticas agrícolas, inclusive de espécies vegetais e raças animais. O murmuru tem origem lendária para os ashaninka. Não se trata de uma simples árvore, mas sim de um antepassado que foi transformado em árvore - acrescenta Kalil.

sasas

Cacho de murmuru (Astrocaryum ulei Burret) separado entre frutos e raque (A); semente ou "caroço"(B); endosperma inteiro (C); endodosperma cortado, mostrando a parte interna (D) e endocarpo quebrado para se retirar o endosperma (E) - imagem cedida pelo botânico Evandro Ferreira, especialista em palmeiras, do blog Ambiente Acreano

Ligações perigosas

Os ashaninka fazem diversos usos da palmeira de murmuru. O caule da palmeira serve para a construção de casas. A árvore produz palmito usado como alimento. Dos lugares em que são extraídos os palmitos, surge uma seiva, que é usada como alimento e também, misturada com urucum, como pintura facial. As folhas e as cascas da palmeira são utilizadas no artesanato. O óleo da castanha, extraído por meio do uso de um pilão, misturado com água, serve de medicamento para feridas e coceiras.

O empresário é acusado de ter realizado bioprospecção utilizando o conhecimento tradicional como guia, valendo-se de séculos de experiências com o murmuru para obter um produto com finalidade comercial. De 120 componentes à base de plantas usados na produção farmacêutica mundial, 75%, em média, têm o seu derivado ou associado a plantas medicinais que sempre foram utilizadas por comunidades.

- Na pior das hipóteses, ainda que se admita, a título de argumentação, que os ashaninka nada sabiam sobre o uso emoliente do murmuru, ainda assim foi usado conhecimento tradicional sobre o manejo sustentável do murmuru, fato que Fábio Dias tanto se gaba na publicidade de seu sabonete - argumentar o procurador da República.

Embora negue, o MPF sustenta que a empresa Chemyunion passou também a explorar produtos fabricados a partir do murmuru, após tomar conhecimento das atividades de Fábio Dias, que confirmou em laboratório as características emolientes do murmuru em meados de 1996.

- Como empresas voltadas a esse ramo específico de atuação, sempre atentas a “novidades” deste naipe, as demais demandadas privadas (Chemyunion e Natura) certamente passaram a estudar o uso de murmuru em seus produtos após a confirmação do demandado Fábio - afirma Kalil.

Reparação equânime de benefícios e de dano moral coletivo

Segundo o MPF, embora negue, a Natura Cosméticos S.A. acessou conhecimento tradicional sobre o murmuru. Em correspondência à Procuradoria da República, a empresa disse que utilizou “como fonte de informação de aplicação do ativo murmuru” obra de Barrera-Arellano. Segundo a Natura, ele seria o químico “inventor” da utilização de óleo e gordura de murmuru em pedido de patente formulado pela Chemyunion Química.

- Ademais, não é digno de crença que, como gigante do ramo, a Natura não tivesse obtido dados a partir dos resultados das pesquisas junto aos ashaninka - afirma o procurador da República.

O MPF pleiteia a reparação equânime dos benefícios e reparação de dano moral coletivo, sendo que o valor de indenização que venha a ser definido pela Justiça Federal seja destinado metade ao Fundo Federal de Direitos Difusos e metade à Apiwtxa, associação que representa o povo ashaninka do Rio Amônea.

O Inpi foi envolvido pelo MPF na ação civil pública porque não acatou recomendação para suspender o pedido de patente relativo a formulação do sabonete de murmuru. O MPF tenta convencer o Inpi a conferir patente ou registro aos seus pleiteantes daquilo que tiver sido originado a partir de acesso ao conhecimento tradicional somente após informada a origem do conhecimento tradicional e realizada a repartição equânime dos benefícios.

Sabonete de murmuru

http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2009/02/17/acusada-de-biopirataria-pelo-mpf-natura-enfrenta-indios-na-justica-federal/

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Após 8 anos, documentário discute morte de Toninho do PT

SÃO PAULO - Na noite do dia 10 de setembro de 2001, o então prefeito de Campinas Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, foi assassinado a tiros em uma avenida ao lado de um shopping center da cidade. O que seria o acontecimento de maior destaque nacional naquele dia 11, acabou ficando relegado quase ao esquecimento: horas depois do homicídio, Mohamed Atta assumiu o controle do voo 11 da American Airlines e jogou a aeronave de encontro ao World Trade Center. A queda das Torres Gêmeas levantou uma névoa sobre o assassinato do prefeito de Campinas que até hoje não foi dissipada.

Passados oito anos sem esclarecimentos, a história é retomada pelos jornalistas Pedro Henrique França e Guilherme Manechini, no documentário Ecos. O filme, que estreia nesta terça-feira, 31, no festival É Tudo Verdade, em São Paulo, traz depoimentos de Roseana Garcia, ex-mulher de Toninho, Marina Santos, filha do casal, companheiros de militância além de delegados e promotores envolvidos na investigação do caso.

Eleito no ano de 2000, com 59,07% dos votos, Toninho comandou Campinas por apenas oito meses. Na noite do dia 10 de setembro do ano seguinte, quando passava por uma avenida próxima ao shopping center Iguatemi dirigindo seu Fiat Palio, o então prefeito foi alvejado por três tiros. Um deles atingiu o coração. Toninho não resistiu e faleceu dentro do veículo.

Ecos recapitula todos os detalhes do caso e reaviva a grande discussão em torno dos acontecimentos: o assassinato de Toninho foi um crime "comum", cometido por criminosos que apenas queriam se livrar de alguém que atrapalhava sua fuga ou teve alguma motivação política?

O documentário de Pedro Henrique França e Guilherme Manechini mostra que a família repudia a versão apresentada pelo Ministério Público de crime "comum". Em entrevista ao estadao.com.br, Marina afirma: "Eu e minha mãe (Roseana) não temos dúvidas que a motivação do assassinato do meu pai foi política". O filme traz depoimento de Nilson Lucílio, secretário de finanças do governo Toninho, que garante que, antes de ser assassinado, o ex-prefeito mexeu com diversos interesses empresariais e políticos da cidade.

Ecos vai em busca das versões de cada uma das partes envolvidas no caso para que respondam questões óbvias, porém até hoje sem esclarecimento. Foi um crime político ou comum? Quem atirou? Por quê? Foi uma coincidência ter sido o prefeito da cidade?

A 1ª versão

No dia seis de outubro de 2001 o delegado Osmar Porcelli, afirmava ter solucionado o caso. O prefeito de Campinas teria sido alvo de um latrocínio (morte durante assalto) cometido por quatro homens que desciam a avenida em duas motocicletas. Logo depois, um homem é preso e confessa o crime. O suposto autor do crime denúncia os três colegas que teriam agido com ele e todos os envolvidos são detidos. Mais tarde, o Ministério Público descartaria a versão dos "motoqueiros" apontando a quadrilha de Andinho como suspeita do crime.

Os documentaristas ouvem os suspeitos de Porcelli, que garantem só ter confessado o crime mediante tortura. O delegado contesta a versão dos acusados e relembra as circunstâncias da confissão. "Não teve tortura. Fiz o interrogatório acompanhado de mais quatro promotores públicos e eles viram que a confissão foi espontânea", garante Porcelli, em depoimento aos documentaristas.

Chacina em Caraguatatuba

Mas um fato novo dá uma reviravolta no caso. No dia 2 de outubro de 2001 é noticiada uma chacina realizada por policias de Campinas, liderados pelo delegado Marco Manfrim, na cidade litorânea de Caraguatatuba. Foram mortos quatro criminosos da cidade do interior paulista. Entre eles estavam Anso e Valmirzinho, membros da quadrilha de Andinho, o mais temido traficante de Campinas.

A chacina levanta suspeitas quanto ao envolvimento de policiais no assassinato do prefeito de Campinas. Por que os supostos assassinos do prefeito Toninho foram executados, e não presos, por policiais? O ouvidor da polícia Fermínio Fechio atenta: "É gente que se estivesse viva, talvez pudesse dar algum esclarecimento em relação ao homicídio do prefeito".

"Roteiro" surreal

Em janeiro de 2002, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo passa o caso de Toninho para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Novos depoimentos são colhidos. Surge a versão de que Andinho e mais três membros de sua quadrilha (Anso, Fininho e Valmirzinho), abordo de um Vectra prata, teriam sido autores dos disparos.

Mas qual foi o motivo para que atirassem no prefeito? Para o DHPP, foi um "crime comum": Andinho e membros de sua quadrilha desciam uma importante avenida em alta velocidade. Coincidentemente, o único veículo que não abriu caminho foi o do prefeito da cidade, dirigido pelo próprio. Assim, por atrapalhar a passagem de Andinho, Toninho foi morto com três tiros.

Embora a motivação tenha ficado nebulosa, o MP e o DHPP não têm dúvidas quanto a autoria. "Por exames periciais e provas testemunhais se chegou a conclusão de que o crime foi praticado por Andinho e os membros de seu grupo", garante o promotor Fernando Vianna, em depoimento colhido por França e Manechini. Em junho de 2002, Anso, já morto, foi apontado como autor dos disparos. Andinho foi indiciado por participação no homicídio.

Motivação política

As autoridades nunca relacionaram o assassinato de Toninho do PT a alguma motivação política. No filme, entretanto, Nilson Lucílio, secretário de finanças do governo de Toninho, lembra que ex-prefeito bateu de frente com diversos setores quando comandava a cidade. "Reduzimos o contrato de merenda escolar em 40% do valor. Locação de carro, reduzimos o valor em 30%, vigilância em 40% e o lixo em 30%."

Roseana, a viúva de Toninho, enumera as brigas judiciais que seu ex-marido havia comprado durante os 20 anos de atuação como homem público. "O Antônio tinha processo contra Mendes Júnior, Camargo Corrêa, Quércia. Antônio moveu ação popular contra Norberto Odebrecht", diz ela, para provocar: "E ele nunca mexeu com interesses empresariais?"

Reabertura das investigações

Em setembro de 2007, as investigações foram reabertas. Marina Santos, filha de Toninho, afirma não se tratar de um grande alento. "As investigações serão conduzidas pela Polícia Civil, a mesma que apresentou a tese rejeitada pelo juiz Torres. Isso não irá mudar nada", afirma Marina em entrevista ao estadao.com.br.

O que mãe e filha desejam é a entrada da Polícia Federal no caso. No início de 2008, Roseana conseguiu uma audiência com o ministro da Justiça, Tarso Genro, que lhe disse que colocaria a PF para investigar a morte de seu marido. Marina afirma que o requerimento para que a Polícia Federal comece a agir está "debaixo de um pilha enorme".

"Isso terá que ser avaliado ainda, vai demorar. Caso o Tarso Genro determinasse, a investigação começaria na hora", reclama a filha de Toninho.

Andinho

Andinho segue preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Bernardes, respondendo por outros crimes, a maioria de sequestro.

É Tudo Verdade - Ecos, de Pedro Henrique França e Guilherme Manechini

São Paulo: Cinemateca - Terça (1/9), às 20h30; sexta (4/9), às 14h30

Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles - sábado (5/9), às 14 horas; domingo (6/9), às 20 horas

http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac427824,0.htm

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fôlego para o Movimento Ambiental.

Campinas acorda com a notícia de que os autores do projeto da mega ampliação do Aeroporto de Viracopos resolveram em comum acordo adiar a famigerada construção da 2ª pista para 2011. Estampada hoje na primeira página do jornal Correio Popular a notícia de que a Infraero decidiu rever a agenda para a execução da ampliação do aeroporto, serviu como um colírio anestésico para o Movimento Ambientalista e cidadãos da RMC que almejam por um crescimento sustentável de nossa região. É certo que não se pode crer que o processo tenho sido abortado, porem é de se comemorar que não se tenha conseguido o licenciamento ambiental com o EIA/RIMA superficial , desrespeitoso que afronta a inteligência de todos nós cidadãos. Este estudo de impacto ambiental apresentado foi feito para ser aprovado após única Audiência Pública , que seria "pró-forma",apenas para formalização do trâmite legal; porém a intervenção histórica do Movimento Ambiental freou os ânimos e após sucessivas pressões chegamos à notícia calmante de olhos vista hoje no Correio Popular .Certamente, o editorial deste jornal irá criticar este adiamento , visto que por outras vezes já demonstrou ser um divulgador de que este projeto miope só tráz benefícios para a nossa região.
Na análise do processo fica evidente que a emersão da possível candidatura da Senadora Marina da Silva à presidência da República, balançou o coreto dos indutores da devastação e todos tiveram que adaptar seus discursos desenvolvimentistas à questão ambiental para não se distanciarem da visão preservacionista da possível candidata, e daí revelou-se toda a miopia da megalomanáca obra.
Parabéns ao Movimento Ambientalista e sociedade civil de nossa região que demonstrou a importância da mobilização popular para barrar obras que não respeitam o futuro da humanidade neste planeta. Pinçando a frase de banner do movimento ambiental , agradecemos ao fôlego : " Crescer por crescer é a filosofia da célula cancerosa"

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rally Ecológico

Rally “ecológico” não vê plano de manejo
24/08/2009, 18:44
Começa no dia 3 de setembro entre Mato Grosso e Goiás o “Rally Ecológico Berohokã-Ilha do Bananal”, que vai percorrer cerca de 1.400 quilômetros na região do rio Araguaia. A competição, de regularidade, tem ecológico no nome e seus organizadores garantem que estão respeitando todas as regras ambientais no trajeto. Só que esqueceram de protocolar na coordenadoria de unidades de conservação de Mato Grosso o pedido para atravessar o Parque Estadual do Araguaia, a maior unidade de conservação de proteção integral do estado, com 230 mil hectares e um plano de manejo publicado em dezembro de 2008 que menciona textualmente que competições esportivas como ralis e motocross, por exemplo, estão proibidas por causarem danos à unidade.

Segundo Alexandre Batistella, coordenador de unidades de conservação da Secretaria do Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA), a área é extremamente frágil e importante em termos de biodiversidade, pois abriga boa parte do chamado Pantanal do Araguaia. “Ninguém apresentou nada até agora. Há dois meses os empreendedores nos procuraram e eu expliquei que eles precisavam fazer um projeto detalhado para nossa análise técnica, mas tudo que eles trouxeram foi o folder do convite da competição na sexta-feira passada”, explicou Batistella. A coordenadoria de unidades de conservação é a instância responsável pelas áreas protegidas do estado.

No entanto, Nuncyo D'Ery, da assessoria de comunicação do evento, afirma que a competição teve aval da SEMA. Junto com a secretaria de turismo do estado, o secretário de meio ambiente participou de reuniões com os organizadores. “O rali vai passar por 20 quilômetros dentro do parque e haverá uma equipe da própria SEMA na entrada para acompanhar os carros”, disse D’Ery a O Eco. A coordenadoria de unidades de conservação assegura que os empreendedores passarão por 56 quilômetros dentro do parque estadual numa estrada que fica intrafegável durante o período de cheia e que separa, numa margem, as áreas de uso intensivo das de uso intangível da unidade.

O governo de Mato Grosso é oficialmente um dos principais apoiadores do evento. O estado arrumou recursos para disponibilizar inclusive helicópteros para acompanhar a competição, mas não faz o mesmo para implantar o parque, que hoje conta com um gerente, um agente ambiental e três funcionários cedidos pela prefeitura municipal de Novo Santo Antônio. Aliás, é graças a um termo de parceria com a prefeitura que a administração do parque pôde encomendar cerca de 50 placas para sinalizar a unidade de conservação.

Embora a competição mencione em seu nome a Ilha do Bananal, os organizadores disseram que os carros não passarão pela área, cuja estrada principal atravessa uma terra indígena.



http://www.oeco.com.br/curtas/38-curtas/22335-rally-ecologico-nao-ve-plano-de-manejo

Suplicy mostra "cartão vermelho" para sarney.

video
Uma semana depois de o Conselho de Ética do Senado enterrar 11 representações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi à tribuna para pedir aos colegas que dêem um "cartão vermelho" ao peemedebista. Depois, acusado por Heráclito Fortes (DEM-PI) de não estar sendo sincero no seu pronunciamento, o petista se irritou e mostrou o mesmo pedaço de papel vermelho para o colega.Suplicy afirmou que a mensagem serviria para os brasileiros, fãs do esporte mais popular do mundo, entenderem a importância da atual crise do Senado. Acrescentou que daria o cartão se tivesse tido a chance de ser juiz de Sarney no Conselho de Ética, onde é suplente. "Quero transmitir - e falei ao presidente José Sarney pessoalmente - que para voltarmos à normalidade de funcionamento do Senado, o melhor caminho é que Sua Excelência renuncie ao cargo de presidente do Senado", disse Suplicy, membro da bancada do partido que foi fiel da balança na operação para salvar Sarney na semana passada.
Várias dúvidas persistem, não foram suficientemente esclarecidas na defesa do senador no Conselho de Ética", afirmou ele, enumerando as motivações das representações contra o peemedebista no Conselho de Ética.Na segunda-feira, Suplicy criticou a posição de Sarney enquanto o presidente do Senado fazia um discurso na tribuna em homenagem ao escritor Euclides da Cunha. Sarney se irritou com a intervenção do petista e interrompeu o discurso.Para Suplicy, "o Senado sofreu um desgaste incomensurável com o arrastar dessa situação", com uma série de denúncias contra o presidente da Casa, acusado de mau uso de recursos públicos e de influir para a contratação de familiares e assessores para cargos no Parlamento."Estamos em 25 de agosto e ainda que hoje aprovemos algumas proposições, não há nenhuma que tenha requerido atenção de todos nós como o Senado e o país precisam." Sarney não estava no plenário durante os comentários de Suplicy, que afirmou que o presidente do Senado estaria em seu gabinete concedendo uma entrevista.
O senador petista disse que parlamentares e partidos políticos estão enfrentando "o clamor das ruas". Recente pesquisa do instituto Datafolha diz que a maioria dos brasileiros defende a saída de Sarney da presidência do Senado.Bate-bocaDepois de ouvir alfinetadas do senador Almeida Lima (PMDB-SE), que fez referência à passagem aérea que teria sido usada indevidamente por Suplicy para uma viagem à Europa, Suplicy começou a elevar o tom das cobranças pela saída de Sarney. Em seguida, Heráclito, 1º Secretário da Mesa Diretora, chegou ao plenário e acusou Suplicy de não ser sincero em seu pronunciamento, que seria movido apenas por conta das críticas a Sarney feitas pela opinião pública paulista. Afirmou também que se o petista fosse corajoso mostraria o cartão vermelho também para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aliado do peemedebista e fiador de sua permanência no comando da Casa."Não queira ser juiz de futebol. Não é exemplo para Vossa Excelência. Queira ser um senador da República. Não use isso que não lhe diminui. Use o argumento, e não o gesto", afirmou Heráclito, em meio a pedidos para que entregassem um copo de suco de maracujá para acalmar o geralmente pacato Suplicy.Aos berros, entre murros na mesa e apontadas de dedo, o petista mostrou cartão vermelho para o senador do DEM. "Vossa Excelência não está dizendo a verdade para começar. Cartão vermelho para você também", gritou Suplicy fora do microfone."Vossa Excelência me ouviu falar desde o começo de julho. Minha posição continua essa. Estou defendendo aquilo que tantas vezes ouvi o presidente Lula defender. Para nós do Partido dos Trabalhadores a ética é muito importante", disse.

No Brasil, uma ex-ministra desafia os planos de Lula.

Jornal Le Monde,

Annie Gasnier

24mar

Marina Silva poderá disputar a presidência em 2010. Nada parece deter Marina Silva. Nem sua saúde frágil, nem os desafios de uma futura campanha presidencial sob o rótulo de um partido "pequeno". Ao abandonar o Partido dos Trabalhadores (PT), onde ela militou durante 30 anos, a ex-ministra do Meio Ambiente resolveu tentar conquistar a presidência brasileira, a convite do Partido Verde (PV), que quer fazer dela sua candidata nas eleições de 2010.

Sua adesão ao PV será oficializada somente em 30 de agosto, durante convenção do partido, mas a hipótese de sua candidatura já agita o cenário político, onde era iminente um novo confronto eleitoral entre o PT e o PSDB.
Membro-fundadora do Partido dos Trabalhadores no Estado do Acre, Marina Silva resumiu em uma carta por que abandonou "sua casa política": a falta de vontade para defender o meio ambiente.
Os mesmos argumentos a levaram a deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em maio de 2008, após cinco anos e meio de participação.
Ela logo descobriu os limites de sua missão, avalizando contra sua vontade os cultivos transgênicos ou canteiros de obras que estripam a floresta amazônica. No entanto ela pôde lutar contra o desmatamento, aumentar os parques protegidos e encorajar a exploração sustentável da vegetação tropical. Iniciativas que devem fazer parte de seu programa eleitoral.
Filha da Amazônia, companheira de luta do sindicalista militante Chico Mendes, assassinado em dezembro de 1988, Marina Silva se dedica com paixão a uma causa que lhe deu visibilidade internacional. Ela recebeu muitos prêmios no exterior por seu trabalho.

    Eleita ao Senado em 1994, ela espera que sua adesão ao Partido Verde faça com que ela seja mais ouvida. Mesmo que os Verdes ainda sejam um partido modesto, pego na coalizão governamental, que só tem a ganhar com a chegada de Marina Silva. De acordo com alguns simpatizantes, como o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o PV se distanciou da ecologia e precisa muito de uma "reforma radical". A ex-ministra é esperada com sua equipe para formular "um projeto de desenvolvimento para um Brasil sustentável", no qual o meio ambiente estará no cerne da política governamental.
    Apesar dos 3% de opiniões favoráveis que lhe são atribuídas pela primeira pesquisa de opinião em que ela aparece, Marina Silva já tem o respeito dos brasileiros, que admiram "sua história ao estilo de Lula", ex-metalúrgico e sindicalista que se tornou presidente.
    Nascida em 1958 em um seringal, em uma família de onze filhos, ela foi empregada doméstica antes de ser alfabetizada, na adolescência, e quase entrou para um convento antes de se juntar à causa ecológica e de se tornar evangélica.
    Sua trajetória exemplar de militante ligada aos movimentos sociais poderá atrapalhar Dilma Rousseff, a ministra que o presidente Lula gostaria de ver como sua sucessora, e que atualmente passa por tratamento contra um câncer do sistema linfático.
    No governo, as duas mulheres tinham uma visão oposta do meio ambiente. Responsável pelo programa de desenvolvimento de infraestruturas do país, o PAC, Rousseff se mostrou disposta a sacrificar a natureza em nome do crescimento.
    Debates sobre a ética do PT
    "Marina não atrapalhará Dilma, pois o eleitorado do PT é muito fiel ao partido", garantiu Lula, no fim de semana, durante uma viagem à Amazônia. Mas o desligamento de Marina Silva aparece no final de uma semana difícil para o partido no poder. De olho nas futuras questões eleitorais, o presidente Lula obrigou o PT a defender José Sarney, o presidente do Senado e alto dignitário do partido centrista PMDB. Um voto salvador no Congresso permitiu eludir as questões que há meses acusam as suspeitas práticas políticas da família Sarney. Os debates turbulentos, em torno da ética de um PT que antigamente desprezava o clã Sarney, provocaram rupturas e a saída de um senador, Flávio Arns.
    A imprensa conclui que "o PT está em crise". Mas, sem dúvida, deve-se lembrar que um ano antes de sua brilhante reeleição em outubro de 2006, Lula e seu partido estavam envolvidos com o escândalo do caixa dois do PT, o mensalão, que havia dispersado o grupo de fieis e ministros em torno do presidente brasileiro.
    Tradução: Lana Lim

    quinta-feira, 20 de agosto de 2009

    Dia histórico: Lula NÃO abriu o blog

    angeli

    Charge: Angeli, publicada na Folha de S. Paulo

    Ontem foi um dia histórico: o PT abraçou, definitivamente, Sarney- simbolo máximo do coronelismo e atraso político brasileiros; Marina Silva, 30 anos de PT, deixou o partido e, last but not least, o tão anunciado blog de Lula não estreeou. Este último fato parece pequeno diante dos outros? Não é.

    Abrir um blog, pensar que o eleitor é idiota são faces da mesma moeda. Os políticos (permitam-me generalizar para não ficar só batendo nos petistas, antigos guardiões da ética, pobres diabos...) pensam mesmo que a gente é besta.

    Imagine o que vai acontecer após o primeiro post de Lula, o presidente que, diante da imprensa, se calou como nunca na história dessa país? Imagino que ele não imagine a quantidade de coisas que os internautas querem falar para ele. Abre o blog, "cumpanhero", queremos te falar umas coisinhas.

    http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-08-16_2009-08-31.html#2009_08-20_11_18_27-5886357-0

    segunda-feira, 17 de agosto de 2009

    Leonardo Boff*, Jornal do Brasil



    RIO - Não estou ligado a nenhum partido, pois para mim partido é parte. Eu como intelectual me interesso pelo todo embora, concretamente, saiba que o todo passa pela parte. Tal posição me confere a liberdade de emitir opiniões pessoais e descompromissadas com os partidos.

    De forma antecipada se lançou a disputa: Quem será o sucessor do carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

    De antemão afirmo que a eleição de Lula é uma conquista do povo brasileiro, principalmente daqueles que foram sempre colocados à margem do poder. Ele introduziu uma ruptura histórica como novo sujeito político, e isso parece ser sem retorno. Não conseguiu escapar da lógica macroeconômica que privilegia o capital e mantém as bases que permitem a acumulação das classes opulentas. Mas introduziu uma transição de um estado privatista e neoliberal para um governo republicano e social que confere centralidade à coisa pública (res publica), o que tem beneficiado vários milhões de pessoas. Tarefa primeira de um governante é cuidar da vida de seu povo, e isso Lula o fez sem nunca trair suas origens de sobrevivente da grande tribulação brasileira.

    Depois de oito anos de governo se lança a questão que seguramente interessa à cidadania e não só ao PT: quem será seu sucessor? Para responder a esta questão precisamos ganhar altura e dar-nos conta das mudanças ocorridas no Brasil e no mundo. Em oito anos muita coisa mudou. O PT foi submetido a duras provas, e importa reconhecer que nem sempre esteve à altura do momento e das bases que o sustentam. Estamos ainda esperando uma vigorosa autocrítica interna a propósito de presumido “mensalação”. Nós, cidadãos, não perdoamos esta falta de transparência e de coragem cívica e ética.

    Em grande parte, o PT virou um partido eleitoreiro, interessado em ganhar eleições em todos os níveis. Para isso se obrigou a fazer coligações muito questionáveis, em alguns casos, com a parte mais podre dos partidos, em nome da governabilidade que, não raro, se colocou acima da ética e dos propósitos fundadores do PT.

    Há uma ilusão que o PT deve romper: imaginar-se a realização do sonho e da utopia do povo brasileiro. Seria rebaixar o povo, pois este não se contenta com pequenos sonhos e utopias de horizonte tacanho. Eu que circulo, em função de meu trabalho, pelas bases da sociedade vejo que se esvaziou a discussão sobre “que Brasil queremos”, discussão que animou por decênios o imaginário popular. Houve uma inegável despolitização em razão de o PT ter ocupado o poder. Fez o que pôde quando podia ter feito mais, especialmente com referência à reforma agrária e à inclusão estratégica (e não meramente pontual) da ecologia.

    Quer dizer, o sucessor não pode se contentar de fazer mais do mesmo. Importa introduzir mudanças. E a grande mudança na realidade e na consciência da humanidade é o fato de que a Terra já mudou. A roda do aquecimento global não pode mais ser parada, apenas retardada em sua velocidade. A partir de 23 de setembro de 2008 sabemos que a Terra como conjunto de ecossistemas com seus recursos e serviços já se tornou insustentável porque o consumo humano, especialmente dos ricos que esbanjam, já passou em 40% de sua capacidade de reposição.

    Esta conjuntura que, se não for tomada a sério, pode levar nos próximos decênios a uma tragédia ecológico-humanitária de proporções inimagináveis e, até pelo fim do século, ao desaparecimento da espécie humana. Cabe reconhecer que o PT não incorporou a dimensão ecológica no cerne de seu projeto político. E o Brasil será decisivo para o equilíbrio do planeta e para o futuro da vida.

    Qual é a pessoa com carisma, com base popular, ligada aos fundamentos do PT e que se fez ícone da causa ecológica? É uma mulher, seringueira, da Igreja da libertação, amazônica. Ela também é uma Silva como Lula. Seu nome é Marina Osmarina Silva.

    *Leonardo Boff é teólogo e autor do livro Que Brasil queremos?, Vozes, 2000.



    23:09 - 16/08/2009

    Abastecimento: SP terá que buscar novos mananciais

    Em entrevista ao repórter Eduardo Reina da TV Estadão, a secretária de Saneamento e Energia de São Paulo, Dilma Pena, fala sobre a necessidade de novos estudos para combater a escassez hídrica no Estado.

     

    Portadora de Utopia

    marinasilva

    O artigo anterior desta coluna teve como título “O parteiro ausente”, que afirmava que há um Brasil novo querendo nascer, mas falta uma força política capaz de realizar esse parto histórico. Os candidatos a presidente para o segundo turno das eleições de 2010 já parecem escolhidos, tanto pela mídia quanto pelos institutos de pesquisas, dispensando o primeiro turno. Ambos os candidatos pré-escolhidos apresentam discursos iguais: o da aceleração da economia. Não incorporam propostas para mudar o rumo da história brasileira, em direção a um novo projeto nacional, como fizemos em 1888, 1889, 1930, 1955, 1985. E nunca foi tão importante essa reorientação, diante da crise financeira, econômica, ecológica e social.

    A eliminação do primeiro turno e o descaso pela realização de prévias nos partidos não só adia a possibilidade de reorientação histórica para nascimento do novo Brasil, como nem sequer permite seu debate. E a ausência desse debate tem consequências trágicas sobre a formação política de nossa população, e ainda mais de nossa juventude, órfã de propostas novas para nosso país.

    Desde que reconquistamos a eleição direta, em 1989, algumas utopias foram apresentadas durante as campanhas. Personagens como Brizola, Lula e Roberto Freire, Ulysses, Covas traziam propostas que se chocavam com as de Collor. Lula e Brizola traziam propostas que confrontavam as de Fernando Henrique. Em 2006, diante da força do Lula, apenas o PDT e o PSol tiveram a ousadia de apresentar candidatos com opções aos discursos similares dos principais candidatos. Juntos, tiveram menos de 10% de votos, mas fincaram bandeiras alternativas. A juventude e o eleitor tiveram a oportunidade de ouvir propostas novas: a revolução pela educação e a moralização do exercício da política.

    O governo Lula anulou o PT e cooptou vários partidos de oposição, como também os movimentos sociais que poderiam apresentar alternativas. PT, PCdoB e PSB passaram a ver o poder como finalidade. O PDT de Brizola ainda mantém, nas suas bases, um sentido de busca da utopia do trabalhismo pela educação, mas está subordinado ao projeto hegemônico que o governo representa. O Presidente Lula tem sido competente para manter o rumo, felizmente com mais generosidade para com os pobres do que os governos anteriores, mas não tem apresentado compromisso com uma reorientação mais significativa. O rumo é o mesmo: a indústria mecânica e a exportação de bens minerais e agrícolas como vetores e propósitos do progresso, sem considerar a necessidade de guiar o país rumo à economia do conhecimento, ao equilíbrio ecológico, à valorização da cultura. O governo Lula ampliou a rede de proteção social, mas não construiu o que se esperava: uma escada de ascensão social para os pobres.

    Nesse quadro desolador, surge a possibilidade da candidatura de Marina Silva. Em conversa recente, ela disse-me que se sente uma “mantenedora da utopia”. Usou essa expressão para justificar sua luta por um novo modelo de desenvolvimento econômico, que passe a incorporar o compromisso com o equilíbrio ecológico, e com a construção de escadas para a ascensão social.

    É nesse mesmo sentido que venho defendendo uma revolução educacional. Porque é na escola que se constrói a nova consciência e se desenvolve a ciência e tecnologia que reduzirão a demanda por recursos naturais e a emissão de resíduos.

    Por isso, os militantes que defendem uma renovação do Brasil e cujos partidos não se decidem por um candidato próprio devem comemorar a possibilidade de toda candidatura que recupere o sonho da revolução que o País precisa. Os que não perderam a crença nas mudanças devem se alegrar com candidaturas portadoras de utopias, como a de Marina Silva e outras que venham a surgir.

    Como ex-candidato que também tentou ser portador de utopias – sem passar de 2,5% dos votos –, comemoro o nome da Marina Silva e outros, como Heloisa Helena, que darão ao Brasil a oportunidade de escutar propostas alternativas, fora da mesmice.

     

    Artigo do Senador Criostovão Buarque  no site da O GLOBO

    Abaixo-Assinado : NÃO ao atual projeto de Ampliação do Aeroporto de Viracopos.:

    Excelentíssimo Sr. LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA, D.D. Presidente da República
    Excelentíssimo Sr. José Serra, D.D. Governador do Estado de São Paulo
    A ampliação do aeroporto de Viracopos da forma proposta pela INFRAERO e endossada pelo atual Governo Municipal de Campinas é repudiada por todos abaixo assinados. O ecossistema da região com importante remanescente do bioma cerrado, dezenas de nascentes, córregos e ribeirões, áreas rurais férteis e produtivas, comunidades históricas e culturais como Friburgo e Helvetia, estão ameaçados de degradação e de extinção diante da implantação do megaempreendimento imobiliário que pretende ocupar a área destinada à desapropriação para a expansão do aeroporto de Viracopos. Nesse ambiente de extrema fragilidade ambiental são ainda encontradas ricas espécies da flora e da fauna − algumas ameaçadas de extinção. Sem nenhum planejamento estratégico urbano que minimize os grandes problemas já instalados na região, como o trânsito caótico das rodovias, os congestionamentos, a poluição sonora e atmosférica já em níveis de saturação, a falta de área útil para aterros sanitários, o desmantelamento dos serviços públicos sanitários e a escassez dos recursos hídricos, esse projeto causará um imenso impacto ao ambiente natural da Região Metropolitana de Campinas, trazendo profundas implicações na manutenção da qualidade de vida da região, com reflexos desastrosos na saúde pública. O projeto já posto para o licenciamento ambiental contraria os dispositivos expressos nas Constituições Federal e Estadual, na legislação ambiental, no Estatuto da Cidade e em outras bases legais. Além de inviabilizar a implantação dos Eixos Verdes, conforme preconizado no Plano Diretor do município de Campinas, que é um anseio da população. O uso desmesurado do território, que privilegia interesses privados acima das necessidades públicas, deixa somente a perspectiva do grande passivo ambiental que será creditado à memória da nossa geração, como ocorre hoje no planeta. Portanto, nós, instituições signatárias e cidadãos da Região Metropolitana de Campinas, somos contrários à Ampliação de Viracopos da forma irresponsável pela qual se apresenta e solicitamos a revisão do projeto em referência.

    assine : http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4858

    sexta-feira, 14 de agosto de 2009

    Para Serra, EIA-Rima de Viracopos ‘não se sustenta’

    dilmaeserrra O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou ontem, pela primeira vez, o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) apresentado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Segundo ele, “ambientalmente”, o projeto de ampliação do aeroporto “não se sustenta”. “Defendemos um projeto que seja bom, que seja viável, que exista do ponto de vista ambiental. Porque, se pegar o caminho errado, depois vai ficar encravado e não anda mais”, afirmou, durante cerimônia de assinatura de convênio com a Prefeitura de Americana para reforma e ampliação do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi.
    “Eu conversei com o ministro (Nelson Jobim, da Defesa) sobre isso porque eles (governo federal) têm um projeto que, ambientalmente, não se sustenta”, afirmou. Em junho, durante participação no 16º Congresso Estadual do PPS, em Jaguariúna, o governador já havia demonstrado ao Correio sua preocupação na questão ambiental em torno do projeto. Ele disse que tinha sido alertado pelo secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano, sobre as polêmicas ambientais e que procuraria o ministro para obter informações sobre o projeto e as intenções do governo federal na área ambiental.
    A declaração de Serra, porém, coloca um ponto de interrogação sobre o andamento do projeto, já que é o governo estadual, por meio da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), o responsável por liberar o início das obras no aeroporto, isso somente após a análise dos impactos ambientais. O governador, além de defender o projeto anterior de ampliação de Viracopos, que inclui a desapropriação e a retirada de famílias da área localizada do outro lado da Rodovia Santos Dumont (SP-75), disse que tem “batalhado, falado muito sobre isso” (preocupação ambiental em torno da ampliação do aeroporto), e que está “angustiadíssimo” com o assunto. “Viracopos é a única opção para ampliação aeroportuária de São Paulo. Ele (aeroporto) pode ser ampliado para 20, 30 vezes o seu volume atual de passageiros”, disse, defendendo a concessão do terminal. “O melhor caminho é o da concessão e a Infraero não vai fazer isso nunca. Ela não tem competência para isso”, afirmou Serra.
    Repercussão
    O superintendente da Infraero em Campinas, Cláudio Salviano, disse ontem, via assessoria, que a empresa mantém boas tratativas com todos os órgãos nos quais tramita o EIA-Rima de Viracopos e que aguarda a manifestação oficial da Cetesb sobre o estudo ambiental apresentado. A Prefeitura de Campinas e o Ministério da Defesa optaram por não comentar a declaração de Serra.
    No entanto, conforme revelou ontem o secretário de Meio Ambiente de Campinas, Paulo Sérgio Garcia de Oliveira, o estudo ambiental apresentado no começo desta semana pela Prefeitura, recomendando medidas de conservação e compensação ambiental ao projeto de ampliação de Viracopos, foi um “pedido” da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. O objetivo seria apresentar à Infraero um diagnóstico ambiental feito por técnicos com conhecimento local. Dessa forma, conforme publicado anteontem pelo Correio, o prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), propôs uma série de condições para ampliação do aeroporto, como recuperação de nascentes, preservação e reflorestamento de vegetação em uma área três vezes superior à que será suprimida para a construção da segunda pista de Viracopos, além da aplicação de parte dos recursos da compensação ambiental na elaboração do plano de ocupação da bacia do Rio Capivari.
    “Com o estudo, esperamos contribuir com o processo de licenciamento ambiental para implantação do projeto de ampliação do aeroporto”, disse o secretário. “Com as considerações feitas no estudo ambiental municipal, acreditamos que todas as questões, hoje não contempladas, serão atendidas. Dessa forma, temos a plena viabilidade ambiental do projeto”, afirmou Oliveira. O secretário disse ainda que o estudo será enviado ainda esta semana ao Estado e à Infraero, e que cobrará um resultado da análise de ambas instituições.
    O diagnóstico apontou 48 nascentes na área do atual e futuro sítio aeroportuário, das quais 26 drenam para o Rio Capivari e 22 para o Capivari-Mirim. Na primeira fase de ampliação de Viracopos, prevista para 2015, o estudo diz que serão toleradas intervenções em no máximo nove nascentes, para as quais deverão ser apresentados projetos técnicos de captação, condução e lançamento nos cursos de água. A Prefeitura quer que a intervenção tenha como contrapartida a recuperação e reflorestamento de 33 nascentes a serem preservadas, além de exigir uma série de planos e projetos para a obtenção da licença de instalação.
    Segundo o secretário de Meio Ambiente, na implantação da primeira fase das obras de ampliação, a Prefeitura quer que a supressão de vegetação seja limitada a 150 hectares, sendo condicionada à preservação de 288 hectares de formações vegetais nativas, além da recuperação de 450 hectares de áreas inseridas no sítio aeroportuário nas Reservas Ambientais Permanentes, hoje desprovidas de vegetação. Atualmente, existem 438 hectares de vegetação nativa remanescente, sendo 235 hectares de cerrado, 173 de floresta mesófila semidecídua e 29,7 de campos de várzea no sítio aeroportuário.
    Documento é analisado na Secretaria de Meio Ambiente
    O EIA-Rima apresentado pela Infraero está sendo analisado por técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. O documento prevê, além dos 37 impactos ambientais, o investimento de R$ 32,4 milhões em compensações ambientais e uma série de medidas preventivas e de controle para amenizar os impactos à vegetação, ao solo, às águas subterrâneas, à população, à fauna e à flora. A compensação está calculada com base em 0,5% dos investimentos de R$ 6,4 bilhões previstos na ampliação e operação de Viracopos até 2015. De acordo com a assessoria da secretaria, a análise feita pelos técnicos está na sua fase preliminar, de levantamento de dados para confrontar com as questões apresentadas pela Infraero. Segundo a assessoria, tudo está sendo feito de forma a verificar se o estudo atende à legislação ambiental vigente. “Nesse momento, os técnicos trabalham sobre o EIA-Rima apresentado pela Infraero e qualquer informação dada nesse momento seria precipitada”, informou a assessoria. O levantamento, formado por seis volumes de textos e mapas, foi elaborado pela Walm Engenharia e Tecnologia Ambiental. O estudo pede o licenciamento para implantação da segunda pista (prevista para ser concluída em 2010), área para teste de motores e inspeção de aeronaves, implantação do primeiro módulo do novo terminal de passageiros, miniterminais, pátio de aeronaves, edifício garagem/estacionamento, ampliação do Sistema Terminal de Cargas, implantação do Centro de Manutenção da Infraero, implantação do Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio, vias de acesso internas e infraestrutura básica. Também estão sendo licenciados lotes para o parque de abastecimento de aeronaves, para o sistema de companhias aéreas e sistema de aviação geral, para o sistema industrial de apoio, para a estação de tratamento de resíduos, para estações ferroviárias e para o aeroporto indústria. (VBF/AAN)

    Fonte: Jornal Correio Popular de 13/08/2009

    Eco-Cidades

    quarta-feira, 12 de agosto de 2009

    Deu no blog do Edmílson Siqueira

    helio

    A verdadeira intenção
    Parece que a intenção de se desapropriar tanta terra para construir a segunda pista do Aeroporto de Viracopos, destruindo chácaras e residências centenárias, encobrindo dezenas de nascentes e acabando com o que resta de manifestação do cerrado, além de exterminar a exploração sustentável da região, tem outros motivos além da pura e simples devastação de uma área preservada e a manutenção de uma área já devastada pela ocupação irregular e sem qualquer planejamento. O prefeito de Campinas, “doutor” Hélio, segundo se lê no Correio Popular de hoje, quer que seja criado um fundo compensatório da devastação a ser realizada. E será, claro, um fundo municipal, ou seja, o dinheiro viria para a Prefeitura. Cada empresa que se instalar nas amplas áreas que ele quer destinar para a indústria e o comércio ao redor do aeroporto expandido terá de depositar 0,5% do valor de investimento no fundo. Que será gerido, obviamente, por gente do prefeito. Enfim, as empresas poderão se instalar devastando tudo que há pela frente, desde que paguem a caixinha do fundo compensatório. Para cada árvore arrancada, um dinheirinho na caixinha do prefeito. É a licença para devastar institucionalizada pelo poder público.
    Como já assinalei, agora se entende o motivo pelo qual o “doutor” Hélio se entusiasmou tanto com um plano que ainda lhe rendia alguns milhares de votos, pois preserva da desapropriação bairros que, embora mantidos, ficarão à mercê do barulho intenso e da enorme poluição química resultante do aumento considerável de vôos, e, por outro lado, invade uma região preservada e habitada por colônias centenárias de imigrantes europeus. Como na área já ocupada por bairros não há o que devastar, não seria possível criar a caixinha do fundo. Esperta essa gente, não?

    Blog do Edmílson : http://www.edmilsonsiqueira.com.br/

    sábado, 8 de agosto de 2009

    Mitigar acaba com as florestas.

                          mitigal 

            Quando eu era criança e comecei a trabalhar em farmácia, lá pela metade dos anos 70, conheci um remédio para coceira chamado  Mitigal.

            O pessoar mais simplezinho chamava o remedinho de Mitigar.

            Mitigal era da Bayer. E se é bayer é bom, vc sabe.

            (A Bayer é a precursora da deusa Monsanto.)

            E por ironia, o termo mitigar,  está em moda neste processo destrutivo ambiental em que vivemos. É mitigação pra tudo!

            Aquele obra vai soterrar 49 nascentes e comprometer a água de uma cidade inteira. Não faz mal,existe uma mitigação,a gente pranta umas arve!

           Mitigação é uma sarna. Dá coceira.

           Saudades do tempo em que mitigar era só um remediozinho contra sarna.

           Sarna individual e não coletiva.

    Eco-Cidades: MITIGAÇÕES

    sexta-feira, 7 de agosto de 2009

    MITIGAÇÕES














    Mitigações
    Sinônimo de, burlar o código florestal, passar por cima da constituição,perpetuar a devastação dos ecossistemas.

    quinta-feira, 6 de agosto de 2009

    HIROSHIMA

    Hiroshima lembra 64 anos da bomba atômica e pede mundo desnuclearizado

    HIROSHIMA, Japão (AFP) - A cidade japonesa de Hiroshima lembrou nesta quinta-feira o 64º aniversário do primeiro bombardeio atômico do mundo, que deixou 140 mil mortos, em 1945.O prefeito de Hiroshima aproveitou a ocasião para pedir a abolição por completo das armas nucleares até 2020.Cerca de 50.000 pessoas, incluindo os sobreviventes do Holocausto nuclear, participaram na cerimônia no monumento dedicado aos 140.000 mortos pelo ataque lançado pelos Estados Unidos em 6 de agosto de 1945.O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, se encontrava presente, assim como os representantes de 60 países."Prometo novamente hoje que o Japão estará na vanguarda da comunidade internacional pela abolição das armas nucleares e a manutenção de uma paz eterna", afirmou Aso ao término da cerimônia.O prefeito Tadatoshi Akiba elogiou em seu discurso a posição antinuclear do presidente americano Barack Obama.A cerimônia foi realizada a alguns metros da Cúpula de Genbaku, um ex-salão de exposições do qual resta apenas a estrutura calcinada. Este foi o único edifício que ficou em pé depois da explosão da bomba.O prefeito recordou as palavras de Obama, que afirmou que, como a única potência a ter utilizado a bomba atômica, os Estados Unidos têm a "responsabilidade moral de atuar para obter um mundo sem armas nucleares"."A abolição das armas nucleares é o desejo não apenas dos 'hibakusha' (sobreviventes do bombardeio), como também de uma ampla maioria de pessoas e nações neste planeta", indicou."Nós nos referimos a nós mesmos, a grande maioria global, como a 'obamaioria' e pedimos ao resto do mundo que se una a nossa causa para eliminar todas as armas nucleares até 2020", acrescentou Akiba.Taro Aso admitiu que não acredita numa abolição das armas nucleares, pouco depois de ter prometido às vítimas de Hiroshima que o Japão sempre será um dos líderes da luta contra a desnuclearização do planeta."Um mundo sem armas nucleares só poderá existir se todas as bombas nucleares desaparecerem de vez do planeta", estimou Aso durante uma coletiva de imprensa depois de pronunciar o discurso de Hiroshima."Em circunstâncias normais, é imaginável e não é justo acreditar que, se alguém a abandonar unilateralmente, os outros também abandonarão", afirmu ainda.Às 08H15 local (23H15 GMT), a hora exata em que a bomba explodiu em 1945, os participantes se levantaram e rezaram em silêncio pela memória das milhares de vítimas.Entre 6 de agosto e 31 de dezembro de 1945, 140.000 pessoas morreram por causa da bomba que caiu em Hiroshima.Em 9 de agosto, os Estados Unidos jogaram uma segunda bomba sobre o porto de Nagasaki, que deixou 70.000 mortos.Em 15 de agosto o Japão se rendeu, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. Desde então, o país é oficialmente pacifista e se converteu num dos principais aliados dos Estados Unidos. No arquipélago japonês estão posicionados 47.000 militares americanos.O governo americano jamis pediu desculpas pelas vítimas inocentes do ataque.Enquanto isso, prossegue o debate entre historiadores e políticos para determinar se os dois ataques atômicos eram necessários para pôr fim à guerra ou se tratava de testar uma nova arma e estudar os efeitos sobre a população.Segundo pesquisa publicada esta semana pela Universidade de Quinnipiac (Connecticut, nordeste), quase dois terços dos americanos continuam pensando que os Estados Unidos tiveram razão em recorrer à arma atômica.

    http://www.youtube.com/watch?v=yzKjCfRDqSw

    quarta-feira, 5 de agosto de 2009

    Conferência Brasil 2020 (AO VIVO)

     

    Eco-Cidades

    Programação - State of the World Forum
    Agenda da conferência de trabalho:
    (As sessões diárias irão acontecer nos seguintes horários: 08:30-10:30hs; 11:00-12:30hs; 14:30-16:00hs; 16:30-18:00hs)
    1º Dia: 4 de Agosto - Cerimônia Pública de Abertura
    Os participantes se reunirão às 18:15hs no lobby do Hotel Othon para uma curta caminhada até o Palácio das Artes.
    Cerimônia Pública de Abertura no Palácio das Artes, Belo Horizonte, das 19 às 21hs
    Programação da Cerimônia de Abertura
    Vídeo de Abertura
    Entretenimento
    Boas Vindas
    Jim Garrison, Presidente, State of the World Forum
    Emilia Queiroga, Diretora, State of the World Forum/Brasil
    Marcio Lacerda, Prefeito de Belo Horizonte
    Apresentações:
    Emad Adly, Coordenador - Egito, UN/World Bank Global Environmental Facility
    Nicki Gavron, Ex vice-prefeita de Londres
    Jean Houston, Presidente da Fundação para Maestria Social
    Carlos Minc, Ministro do Meio-Ambiente, Brasil
    Sergio Serra, Embaixador e Chefe da Delegação Brasileira para Copenhagen
    Marina Silva, Senadora, ex Ministra do Meio Ambiente, Brasil
    Ricardo Young, CEO do Instituto Ethos
    Apresentação de um VT da Globo - Educação Pública sobre o Superaquecimento, em apoio à Campanha Brasil 2020:
    Aécio Neves, Governador de Minas Gerais
    Recepção VIP para os participantes da Conferência
    2º Dia: quarta-feira, 5 de Agosto - Alinhamento
    Período da Manhã - de 8:30 às 12:30hs na Prefeitura
    Abertura com Emília Queiroga
    Introduções - Devido ao tamanho da conferência, vamos nos dividir em grupos para nos apresentar uns aos outros. Tradutores de Espanhol, Inglês e Português estarão disponíveis.
    Panorama da Campanha de Liderança Climática 2020 - Jim Garrison
    Perspectivas da Crise e Oportunidades quanto ao Aquecimento Global:
    Breves entrevistas com alguns dos participantes na conferência, intercaladas com pequenos grupos interação.
    Período da Tarde - de 14:30 às 18hs na Prefeitura
    A urgência 2020 - Lester Brown, Presidente da Earth Policy Institute/Resposta por Jose Carlos Carvalho, Secretário de Estado de Minas Gerais; Carlos Nobre, Presidente da Geosphere - Biosphere Program; Eneas Salatti, Diretor Técnico da Fundação para a Sustentabilidade.
    Soluções 2020 - Curtas intervenções por parte dos participantes sobre soluções específicas para o aquecimento global.
    Discutindo as Perspectivas
    A abordagem Meshwork 2020 - Morel Fourman, CEO da Gaiasoft; Richard David Hames, Fundador da Ásia Foresight Institute; Peter Merry, diretor do Hague Center
    Visão 2020 - processo participativo com visões individuais e coletivas para 2020
    3º Dia: quinta-feira, 6 de agosto - Foco

    Período da Manhã - de 8:30 às 12:30hs na Prefeitura
    Abertura com Emília Queiroga
    Iniciando - Processo de Ação 2020: Richard David Hames, Peter Merry, e equipe de facilitadores irão conduzir
    O período da manhã na atribuição de nomes e áreas de atuação na elaboração da campanha 2020. As deliberações estarão online no programa Gaiasoft para que os participantes possam aprender imediatamente a utilizar a metodologia Gaiasoft. O trabalho acontecerá em pequenos grupos em um trabalho altamente interativo.
    Período da Tarde - de 14:30 às 18hs na Prefeitura
    Início do Processo de Ação 2020 - Richard David Hames, Peter Merry e equipe irão conduzir o período da tarde sobre os detalhes das condições de sucesso e os recursos existentes para cada área. As pessoas se organizarão em grupos com base em áreas de interesse e de ação, enquanto estarão trabalhando para tocar a mente e o coração do Líder Climático, criar uma cultura de sustentabilidade climática, enfatizar as qualidades dessa liderança, e criar sistemas de prosperidade climática, todos dentro de um horizonte temporal 2020. Eles também irão identificar soluções existentes, relato de histórias, capacidades e limitações das organizações em que estão trabalhando. Tudo será mapeado utilizando a tecnologia Gaiasoft.
    4º Dia, sexta-feira, dia 7 de Agosto, Planos de Ação e Próximos

    Período da Manhã - de 8:30 às 12:30hs na Prefeitura
    Emilia Queiroga
    Início do Processo de Ação 2020 - Richard Hames, Peter Merry and Morel Fourman irão apresentar o sumério do progresso feito pela Gaiasoft/Meshworks. O grupo vai compartilhar perspectivas e colaborações que serão tratadas em Washington D.C., Rio de Janeiro e nas campanhas nacionais 2020. No final desta apresentação, os participantes terão identificado e se comprometido com os fluxos de ação.
    Fechamento - de 14:30 às 18hs na Prefeitura
    Integração e Próximos Passos - Jim Garrison vai começar resumindo o processo de conferência e planejamento das próximas etapas. Os Relatórios da Estratégia Grupo Brasil 2020, Campanha Juventude Brasil2020 entre outras mobilizações que terão tomado forma durante a conferência. Haverá discussão sobre Copenhagen e como o nosso CLC 2020 pode ter impacto na discussão mundial sobre o aquecimento global.

    Infraero só terá licença renovada se mudar rota de pouso do Aeroporto Santos Dumont - O Globo

    Infraero só terá licença renovada se mudar rota de pouso do Aeroporto Santos Dumont - O Globo

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    O Mundo segundo a Monsanto , legendas em português.

    1ª de 12 partes

    Eco-Cidades

         O documentário “O Mundo Segundo a Monsanto”, da jornalista francesa Marie-Monique Robin, finalmente ganhou legendas em português no Youtube. Está dividido em 12 capítulos e os links para os demais capítulos são estes :

    2ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=QcbGVHw_J_A

    3ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=JENyxk1w1XI

    4ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=YAOGHjJnNFY

    5ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=znO6EM5A11M

    6ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=sBaozVksjx4

    7ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=pRj4c33_rW8

    8ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=58TNscFqLT0

    9ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=_hZPFbn6tgA

    10ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=ujDPyK0zQ58

    11ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=zTGK-7p81Xs

    12ª parte:http://www.youtube.com/watch?v=NfSag5DVdos

    Chineses querem construir o trem bala


    Depois dos coreanos, japoneses, alemães, espanhóis e franceses, é a vez dos chineses entrarem na disputa pela construção do trem de alta velocidade (TAV) que vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Uma comitiva do Ministério das Ferrovias da China, liderada pelo diretor-geral, Wu Wey, desembarcou ontem no Brasil para buscar informações sobre o projeto e o processo de licitação, cujo edital deve ser publicado em setembro, com possibilidade de a concorrência ocorrer em meados de 2010.Formada por oito integrantes, entre executivos, técnicos do ministério chinês e engenheiros, a delegação passará cinco dias no Brasil em visitas a representantes de governos estaduais e federais. A primeira reunião será hoje, em Brasília, após a realização da audiência pública que discutirá a viabilidade e a implantação do projeto. Eles se encontrarão com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo.Depois, passarão pelo Rio de Janeiro para um encontro com o secretário de Estado dos Transportes, Julio Lopes, e, possivelmente, com o governador Sérgio Cabral (PMDB). Por último, seguirão para São Paulo para uma reunião agendada com o secretário de Estado dos Transportes, Mauro Arce, e muito provavelmente com o governador José Serra (PSDB). Campinas não foi incluída no roteiro pela escassez do tempo. Porém, a visita está certa para uma próxima vinda da comitiva ao Brasil, ainda sem data para ocorrer.DisposiçãoDe acordo com o diretor-presidente da Asian Trade Link (ATL) no Brasil, Marco Polo Moreira Leite, responsável pela ponte entre os governos chinês e brasileiro, os chineses estão com “disposição total” para vencer o páreo dos concorrentes para a construção do TAV no Brasil. O principal argumento são os recursos. Segundo ele, o governo chinês tem cerca de US$ 280 bilhões para investir no setor ferroviário tanto do seu país quanto de outras nações. Só para se ter uma ideia, o governo brasileiro estima o investimento na construção do TAV em R$ 34,6 bilhões.Neste caso, o Brasil seria a porta de entrada para os investimentos chineses em trens de alta velocidade na América do Sul. Em outras modalidades férreas, por exemplo, o governo chinês já demonstrou seu poderio no Brasil e na América do Sul. De acordo com Leite, foram eles que venceram — desbancando a França e a Coreia do Sul — a licitação internacional do governo do Estado do Rio para fornecer à Supervia, concessionária de trens urbanos da região metropolitana, 30 trens elétricos por US$ 165 milhões. Também no Rio de Janeiro, eles venderam 114 novos carros para o Metrô do Rio, empresa responsável pela operação dos metrôs na capital fluminense.Já na Venezuela, eles fecharam um contrato de US$ 7,5 bilhões com o governo de Hugo Chávez para a construção de 468 quilômetros de ferrovias que vão ligar quatro estados venezuelanos. “O Ministério das Ferrovias da China detém várias empresas (autarquias) e um orçamento excelente. Dessa forma, eles se formam em consórcios e vencem as licitações apresentando preços muito inferiores aos demais, dos outros concorrentes”, disse o diretor-presidente da ATL.O empresário acrescentou que a China também venceu recentemente licitações na área de ferrovias na Argentina, no Paquistão, na Indonésia e no Irã. De acordo com dados do Ministério das Ferrovias, a China, cuja malha ferroviária totaliza 80 mil quilômetros, tem como meta construir, até 2012, 13 mil quilômetros de linhas para o seu TAV. Até 2015, o traçado para o trem-bala na China deve totalizar 16 mil quilômetros. “A título de comparação, a malha de trens-balas no mundo, hoje, soma 10 mil quilômetros. E estamos numa luta imensa para construir 511 quilômetros”, disse, referindo-se à extensão da obra do TAV no Brasil, prevista no projeto de implantação.SAIBA MAISNo cronograma do Ministério dos Transportes, divulgado há duas semanas, as obras do TAV no Brasil deverão ser concluídas em 2014 para a realização da Copa do Mundo.Deputado estuda pedir auditoria permanenteO deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), de Americana, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), disse ontem que estuda solicitar ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria permanente sobre os projetos de implantação e execução do trem de alta velocidade (TAV) que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Ele disse que a complexidade do projeto e a quantidade de recursos a ser empenhada pelo governo federal são suficientes para se ter um acompanhamento dos trabalhos. “O investimento é muito grande e a população é quem vai pagar por isso. Então, tudo tem de ser feito às claras, e a Comissão de Viação e Transportes (CVT) vai acompanhar com lupa todo o andamento do processo”, disse. A audiência pública que será realizada hoje em Brasília, na Câmara dos Deputados, foi proposta pelo deputado, integrante da CVT, junto dos deputados Carlos Zarattini (PT-SP), Jaime Martins (PR-MG) e Duarte Nogueira (PSDB-SP). A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não participará do encontro. No lugar dela, irá o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos. Participarão ainda do debate o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Galvão Coutinho. De Campinas, irão o assessor-executivo da presidência da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Maurício Thesin, e o vereador Luis Yabiku (PDT), representando a Câmara de Campinas. O secretário de Transportes do Estado de São Paulo, Mauro Arce, e o diretor de Engenharia da Companhia de Transportes Sobre Trilhos da Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Riotrilhos), Bento Lima, estarão presentes, além de representantes dos governos coreano, chinês, japonês e alemão. (VBF/AAN)
    Fonte : Correio Popular (Campinas)