quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fôlego para o Movimento Ambiental.

Campinas acorda com a notícia de que os autores do projeto da mega ampliação do Aeroporto de Viracopos resolveram em comum acordo adiar a famigerada construção da 2ª pista para 2011. Estampada hoje na primeira página do jornal Correio Popular a notícia de que a Infraero decidiu rever a agenda para a execução da ampliação do aeroporto, serviu como um colírio anestésico para o Movimento Ambientalista e cidadãos da RMC que almejam por um crescimento sustentável de nossa região. É certo que não se pode crer que o processo tenho sido abortado, porem é de se comemorar que não se tenha conseguido o licenciamento ambiental com o EIA/RIMA superficial , desrespeitoso que afronta a inteligência de todos nós cidadãos. Este estudo de impacto ambiental apresentado foi feito para ser aprovado após única Audiência Pública , que seria "pró-forma",apenas para formalização do trâmite legal; porém a intervenção histórica do Movimento Ambiental freou os ânimos e após sucessivas pressões chegamos à notícia calmante de olhos vista hoje no Correio Popular .Certamente, o editorial deste jornal irá criticar este adiamento , visto que por outras vezes já demonstrou ser um divulgador de que este projeto miope só tráz benefícios para a nossa região.
Na análise do processo fica evidente que a emersão da possível candidatura da Senadora Marina da Silva à presidência da República, balançou o coreto dos indutores da devastação e todos tiveram que adaptar seus discursos desenvolvimentistas à questão ambiental para não se distanciarem da visão preservacionista da possível candidata, e daí revelou-se toda a miopia da megalomanáca obra.
Parabéns ao Movimento Ambientalista e sociedade civil de nossa região que demonstrou a importância da mobilização popular para barrar obras que não respeitam o futuro da humanidade neste planeta. Pinçando a frase de banner do movimento ambiental , agradecemos ao fôlego : " Crescer por crescer é a filosofia da célula cancerosa"

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rally Ecológico

Rally “ecológico” não vê plano de manejo
24/08/2009, 18:44
Começa no dia 3 de setembro entre Mato Grosso e Goiás o “Rally Ecológico Berohokã-Ilha do Bananal”, que vai percorrer cerca de 1.400 quilômetros na região do rio Araguaia. A competição, de regularidade, tem ecológico no nome e seus organizadores garantem que estão respeitando todas as regras ambientais no trajeto. Só que esqueceram de protocolar na coordenadoria de unidades de conservação de Mato Grosso o pedido para atravessar o Parque Estadual do Araguaia, a maior unidade de conservação de proteção integral do estado, com 230 mil hectares e um plano de manejo publicado em dezembro de 2008 que menciona textualmente que competições esportivas como ralis e motocross, por exemplo, estão proibidas por causarem danos à unidade.

Segundo Alexandre Batistella, coordenador de unidades de conservação da Secretaria do Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA), a área é extremamente frágil e importante em termos de biodiversidade, pois abriga boa parte do chamado Pantanal do Araguaia. “Ninguém apresentou nada até agora. Há dois meses os empreendedores nos procuraram e eu expliquei que eles precisavam fazer um projeto detalhado para nossa análise técnica, mas tudo que eles trouxeram foi o folder do convite da competição na sexta-feira passada”, explicou Batistella. A coordenadoria de unidades de conservação é a instância responsável pelas áreas protegidas do estado.

No entanto, Nuncyo D'Ery, da assessoria de comunicação do evento, afirma que a competição teve aval da SEMA. Junto com a secretaria de turismo do estado, o secretário de meio ambiente participou de reuniões com os organizadores. “O rali vai passar por 20 quilômetros dentro do parque e haverá uma equipe da própria SEMA na entrada para acompanhar os carros”, disse D’Ery a O Eco. A coordenadoria de unidades de conservação assegura que os empreendedores passarão por 56 quilômetros dentro do parque estadual numa estrada que fica intrafegável durante o período de cheia e que separa, numa margem, as áreas de uso intensivo das de uso intangível da unidade.

O governo de Mato Grosso é oficialmente um dos principais apoiadores do evento. O estado arrumou recursos para disponibilizar inclusive helicópteros para acompanhar a competição, mas não faz o mesmo para implantar o parque, que hoje conta com um gerente, um agente ambiental e três funcionários cedidos pela prefeitura municipal de Novo Santo Antônio. Aliás, é graças a um termo de parceria com a prefeitura que a administração do parque pôde encomendar cerca de 50 placas para sinalizar a unidade de conservação.

Embora a competição mencione em seu nome a Ilha do Bananal, os organizadores disseram que os carros não passarão pela área, cuja estrada principal atravessa uma terra indígena.



http://www.oeco.com.br/curtas/38-curtas/22335-rally-ecologico-nao-ve-plano-de-manejo

Suplicy mostra "cartão vermelho" para sarney.

video
Uma semana depois de o Conselho de Ética do Senado enterrar 11 representações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi à tribuna para pedir aos colegas que dêem um "cartão vermelho" ao peemedebista. Depois, acusado por Heráclito Fortes (DEM-PI) de não estar sendo sincero no seu pronunciamento, o petista se irritou e mostrou o mesmo pedaço de papel vermelho para o colega.Suplicy afirmou que a mensagem serviria para os brasileiros, fãs do esporte mais popular do mundo, entenderem a importância da atual crise do Senado. Acrescentou que daria o cartão se tivesse tido a chance de ser juiz de Sarney no Conselho de Ética, onde é suplente. "Quero transmitir - e falei ao presidente José Sarney pessoalmente - que para voltarmos à normalidade de funcionamento do Senado, o melhor caminho é que Sua Excelência renuncie ao cargo de presidente do Senado", disse Suplicy, membro da bancada do partido que foi fiel da balança na operação para salvar Sarney na semana passada.
Várias dúvidas persistem, não foram suficientemente esclarecidas na defesa do senador no Conselho de Ética", afirmou ele, enumerando as motivações das representações contra o peemedebista no Conselho de Ética.Na segunda-feira, Suplicy criticou a posição de Sarney enquanto o presidente do Senado fazia um discurso na tribuna em homenagem ao escritor Euclides da Cunha. Sarney se irritou com a intervenção do petista e interrompeu o discurso.Para Suplicy, "o Senado sofreu um desgaste incomensurável com o arrastar dessa situação", com uma série de denúncias contra o presidente da Casa, acusado de mau uso de recursos públicos e de influir para a contratação de familiares e assessores para cargos no Parlamento."Estamos em 25 de agosto e ainda que hoje aprovemos algumas proposições, não há nenhuma que tenha requerido atenção de todos nós como o Senado e o país precisam." Sarney não estava no plenário durante os comentários de Suplicy, que afirmou que o presidente do Senado estaria em seu gabinete concedendo uma entrevista.
O senador petista disse que parlamentares e partidos políticos estão enfrentando "o clamor das ruas". Recente pesquisa do instituto Datafolha diz que a maioria dos brasileiros defende a saída de Sarney da presidência do Senado.Bate-bocaDepois de ouvir alfinetadas do senador Almeida Lima (PMDB-SE), que fez referência à passagem aérea que teria sido usada indevidamente por Suplicy para uma viagem à Europa, Suplicy começou a elevar o tom das cobranças pela saída de Sarney. Em seguida, Heráclito, 1º Secretário da Mesa Diretora, chegou ao plenário e acusou Suplicy de não ser sincero em seu pronunciamento, que seria movido apenas por conta das críticas a Sarney feitas pela opinião pública paulista. Afirmou também que se o petista fosse corajoso mostraria o cartão vermelho também para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aliado do peemedebista e fiador de sua permanência no comando da Casa."Não queira ser juiz de futebol. Não é exemplo para Vossa Excelência. Queira ser um senador da República. Não use isso que não lhe diminui. Use o argumento, e não o gesto", afirmou Heráclito, em meio a pedidos para que entregassem um copo de suco de maracujá para acalmar o geralmente pacato Suplicy.Aos berros, entre murros na mesa e apontadas de dedo, o petista mostrou cartão vermelho para o senador do DEM. "Vossa Excelência não está dizendo a verdade para começar. Cartão vermelho para você também", gritou Suplicy fora do microfone."Vossa Excelência me ouviu falar desde o começo de julho. Minha posição continua essa. Estou defendendo aquilo que tantas vezes ouvi o presidente Lula defender. Para nós do Partido dos Trabalhadores a ética é muito importante", disse.

No Brasil, uma ex-ministra desafia os planos de Lula.

Jornal Le Monde,

Annie Gasnier

24mar

Marina Silva poderá disputar a presidência em 2010. Nada parece deter Marina Silva. Nem sua saúde frágil, nem os desafios de uma futura campanha presidencial sob o rótulo de um partido "pequeno". Ao abandonar o Partido dos Trabalhadores (PT), onde ela militou durante 30 anos, a ex-ministra do Meio Ambiente resolveu tentar conquistar a presidência brasileira, a convite do Partido Verde (PV), que quer fazer dela sua candidata nas eleições de 2010.

Sua adesão ao PV será oficializada somente em 30 de agosto, durante convenção do partido, mas a hipótese de sua candidatura já agita o cenário político, onde era iminente um novo confronto eleitoral entre o PT e o PSDB.
Membro-fundadora do Partido dos Trabalhadores no Estado do Acre, Marina Silva resumiu em uma carta por que abandonou "sua casa política": a falta de vontade para defender o meio ambiente.
Os mesmos argumentos a levaram a deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em maio de 2008, após cinco anos e meio de participação.
Ela logo descobriu os limites de sua missão, avalizando contra sua vontade os cultivos transgênicos ou canteiros de obras que estripam a floresta amazônica. No entanto ela pôde lutar contra o desmatamento, aumentar os parques protegidos e encorajar a exploração sustentável da vegetação tropical. Iniciativas que devem fazer parte de seu programa eleitoral.
Filha da Amazônia, companheira de luta do sindicalista militante Chico Mendes, assassinado em dezembro de 1988, Marina Silva se dedica com paixão a uma causa que lhe deu visibilidade internacional. Ela recebeu muitos prêmios no exterior por seu trabalho.

    Eleita ao Senado em 1994, ela espera que sua adesão ao Partido Verde faça com que ela seja mais ouvida. Mesmo que os Verdes ainda sejam um partido modesto, pego na coalizão governamental, que só tem a ganhar com a chegada de Marina Silva. De acordo com alguns simpatizantes, como o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o PV se distanciou da ecologia e precisa muito de uma "reforma radical". A ex-ministra é esperada com sua equipe para formular "um projeto de desenvolvimento para um Brasil sustentável", no qual o meio ambiente estará no cerne da política governamental.
    Apesar dos 3% de opiniões favoráveis que lhe são atribuídas pela primeira pesquisa de opinião em que ela aparece, Marina Silva já tem o respeito dos brasileiros, que admiram "sua história ao estilo de Lula", ex-metalúrgico e sindicalista que se tornou presidente.
    Nascida em 1958 em um seringal, em uma família de onze filhos, ela foi empregada doméstica antes de ser alfabetizada, na adolescência, e quase entrou para um convento antes de se juntar à causa ecológica e de se tornar evangélica.
    Sua trajetória exemplar de militante ligada aos movimentos sociais poderá atrapalhar Dilma Rousseff, a ministra que o presidente Lula gostaria de ver como sua sucessora, e que atualmente passa por tratamento contra um câncer do sistema linfático.
    No governo, as duas mulheres tinham uma visão oposta do meio ambiente. Responsável pelo programa de desenvolvimento de infraestruturas do país, o PAC, Rousseff se mostrou disposta a sacrificar a natureza em nome do crescimento.
    Debates sobre a ética do PT
    "Marina não atrapalhará Dilma, pois o eleitorado do PT é muito fiel ao partido", garantiu Lula, no fim de semana, durante uma viagem à Amazônia. Mas o desligamento de Marina Silva aparece no final de uma semana difícil para o partido no poder. De olho nas futuras questões eleitorais, o presidente Lula obrigou o PT a defender José Sarney, o presidente do Senado e alto dignitário do partido centrista PMDB. Um voto salvador no Congresso permitiu eludir as questões que há meses acusam as suspeitas práticas políticas da família Sarney. Os debates turbulentos, em torno da ética de um PT que antigamente desprezava o clã Sarney, provocaram rupturas e a saída de um senador, Flávio Arns.
    A imprensa conclui que "o PT está em crise". Mas, sem dúvida, deve-se lembrar que um ano antes de sua brilhante reeleição em outubro de 2006, Lula e seu partido estavam envolvidos com o escândalo do caixa dois do PT, o mensalão, que havia dispersado o grupo de fieis e ministros em torno do presidente brasileiro.
    Tradução: Lana Lim

    quinta-feira, 20 de agosto de 2009

    Dia histórico: Lula NÃO abriu o blog

    angeli

    Charge: Angeli, publicada na Folha de S. Paulo

    Ontem foi um dia histórico: o PT abraçou, definitivamente, Sarney- simbolo máximo do coronelismo e atraso político brasileiros; Marina Silva, 30 anos de PT, deixou o partido e, last but not least, o tão anunciado blog de Lula não estreeou. Este último fato parece pequeno diante dos outros? Não é.

    Abrir um blog, pensar que o eleitor é idiota são faces da mesma moeda. Os políticos (permitam-me generalizar para não ficar só batendo nos petistas, antigos guardiões da ética, pobres diabos...) pensam mesmo que a gente é besta.

    Imagine o que vai acontecer após o primeiro post de Lula, o presidente que, diante da imprensa, se calou como nunca na história dessa país? Imagino que ele não imagine a quantidade de coisas que os internautas querem falar para ele. Abre o blog, "cumpanhero", queremos te falar umas coisinhas.

    http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-08-16_2009-08-31.html#2009_08-20_11_18_27-5886357-0

    segunda-feira, 17 de agosto de 2009

    Leonardo Boff*, Jornal do Brasil



    RIO - Não estou ligado a nenhum partido, pois para mim partido é parte. Eu como intelectual me interesso pelo todo embora, concretamente, saiba que o todo passa pela parte. Tal posição me confere a liberdade de emitir opiniões pessoais e descompromissadas com os partidos.

    De forma antecipada se lançou a disputa: Quem será o sucessor do carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

    De antemão afirmo que a eleição de Lula é uma conquista do povo brasileiro, principalmente daqueles que foram sempre colocados à margem do poder. Ele introduziu uma ruptura histórica como novo sujeito político, e isso parece ser sem retorno. Não conseguiu escapar da lógica macroeconômica que privilegia o capital e mantém as bases que permitem a acumulação das classes opulentas. Mas introduziu uma transição de um estado privatista e neoliberal para um governo republicano e social que confere centralidade à coisa pública (res publica), o que tem beneficiado vários milhões de pessoas. Tarefa primeira de um governante é cuidar da vida de seu povo, e isso Lula o fez sem nunca trair suas origens de sobrevivente da grande tribulação brasileira.

    Depois de oito anos de governo se lança a questão que seguramente interessa à cidadania e não só ao PT: quem será seu sucessor? Para responder a esta questão precisamos ganhar altura e dar-nos conta das mudanças ocorridas no Brasil e no mundo. Em oito anos muita coisa mudou. O PT foi submetido a duras provas, e importa reconhecer que nem sempre esteve à altura do momento e das bases que o sustentam. Estamos ainda esperando uma vigorosa autocrítica interna a propósito de presumido “mensalação”. Nós, cidadãos, não perdoamos esta falta de transparência e de coragem cívica e ética.

    Em grande parte, o PT virou um partido eleitoreiro, interessado em ganhar eleições em todos os níveis. Para isso se obrigou a fazer coligações muito questionáveis, em alguns casos, com a parte mais podre dos partidos, em nome da governabilidade que, não raro, se colocou acima da ética e dos propósitos fundadores do PT.

    Há uma ilusão que o PT deve romper: imaginar-se a realização do sonho e da utopia do povo brasileiro. Seria rebaixar o povo, pois este não se contenta com pequenos sonhos e utopias de horizonte tacanho. Eu que circulo, em função de meu trabalho, pelas bases da sociedade vejo que se esvaziou a discussão sobre “que Brasil queremos”, discussão que animou por decênios o imaginário popular. Houve uma inegável despolitização em razão de o PT ter ocupado o poder. Fez o que pôde quando podia ter feito mais, especialmente com referência à reforma agrária e à inclusão estratégica (e não meramente pontual) da ecologia.

    Quer dizer, o sucessor não pode se contentar de fazer mais do mesmo. Importa introduzir mudanças. E a grande mudança na realidade e na consciência da humanidade é o fato de que a Terra já mudou. A roda do aquecimento global não pode mais ser parada, apenas retardada em sua velocidade. A partir de 23 de setembro de 2008 sabemos que a Terra como conjunto de ecossistemas com seus recursos e serviços já se tornou insustentável porque o consumo humano, especialmente dos ricos que esbanjam, já passou em 40% de sua capacidade de reposição.

    Esta conjuntura que, se não for tomada a sério, pode levar nos próximos decênios a uma tragédia ecológico-humanitária de proporções inimagináveis e, até pelo fim do século, ao desaparecimento da espécie humana. Cabe reconhecer que o PT não incorporou a dimensão ecológica no cerne de seu projeto político. E o Brasil será decisivo para o equilíbrio do planeta e para o futuro da vida.

    Qual é a pessoa com carisma, com base popular, ligada aos fundamentos do PT e que se fez ícone da causa ecológica? É uma mulher, seringueira, da Igreja da libertação, amazônica. Ela também é uma Silva como Lula. Seu nome é Marina Osmarina Silva.

    *Leonardo Boff é teólogo e autor do livro Que Brasil queremos?, Vozes, 2000.



    23:09 - 16/08/2009

    Abastecimento: SP terá que buscar novos mananciais

    Em entrevista ao repórter Eduardo Reina da TV Estadão, a secretária de Saneamento e Energia de São Paulo, Dilma Pena, fala sobre a necessidade de novos estudos para combater a escassez hídrica no Estado.

     

    Portadora de Utopia

    marinasilva

    O artigo anterior desta coluna teve como título “O parteiro ausente”, que afirmava que há um Brasil novo querendo nascer, mas falta uma força política capaz de realizar esse parto histórico. Os candidatos a presidente para o segundo turno das eleições de 2010 já parecem escolhidos, tanto pela mídia quanto pelos institutos de pesquisas, dispensando o primeiro turno. Ambos os candidatos pré-escolhidos apresentam discursos iguais: o da aceleração da economia. Não incorporam propostas para mudar o rumo da história brasileira, em direção a um novo projeto nacional, como fizemos em 1888, 1889, 1930, 1955, 1985. E nunca foi tão importante essa reorientação, diante da crise financeira, econômica, ecológica e social.

    A eliminação do primeiro turno e o descaso pela realização de prévias nos partidos não só adia a possibilidade de reorientação histórica para nascimento do novo Brasil, como nem sequer permite seu debate. E a ausência desse debate tem consequências trágicas sobre a formação política de nossa população, e ainda mais de nossa juventude, órfã de propostas novas para nosso país.

    Desde que reconquistamos a eleição direta, em 1989, algumas utopias foram apresentadas durante as campanhas. Personagens como Brizola, Lula e Roberto Freire, Ulysses, Covas traziam propostas que se chocavam com as de Collor. Lula e Brizola traziam propostas que confrontavam as de Fernando Henrique. Em 2006, diante da força do Lula, apenas o PDT e o PSol tiveram a ousadia de apresentar candidatos com opções aos discursos similares dos principais candidatos. Juntos, tiveram menos de 10% de votos, mas fincaram bandeiras alternativas. A juventude e o eleitor tiveram a oportunidade de ouvir propostas novas: a revolução pela educação e a moralização do exercício da política.

    O governo Lula anulou o PT e cooptou vários partidos de oposição, como também os movimentos sociais que poderiam apresentar alternativas. PT, PCdoB e PSB passaram a ver o poder como finalidade. O PDT de Brizola ainda mantém, nas suas bases, um sentido de busca da utopia do trabalhismo pela educação, mas está subordinado ao projeto hegemônico que o governo representa. O Presidente Lula tem sido competente para manter o rumo, felizmente com mais generosidade para com os pobres do que os governos anteriores, mas não tem apresentado compromisso com uma reorientação mais significativa. O rumo é o mesmo: a indústria mecânica e a exportação de bens minerais e agrícolas como vetores e propósitos do progresso, sem considerar a necessidade de guiar o país rumo à economia do conhecimento, ao equilíbrio ecológico, à valorização da cultura. O governo Lula ampliou a rede de proteção social, mas não construiu o que se esperava: uma escada de ascensão social para os pobres.

    Nesse quadro desolador, surge a possibilidade da candidatura de Marina Silva. Em conversa recente, ela disse-me que se sente uma “mantenedora da utopia”. Usou essa expressão para justificar sua luta por um novo modelo de desenvolvimento econômico, que passe a incorporar o compromisso com o equilíbrio ecológico, e com a construção de escadas para a ascensão social.

    É nesse mesmo sentido que venho defendendo uma revolução educacional. Porque é na escola que se constrói a nova consciência e se desenvolve a ciência e tecnologia que reduzirão a demanda por recursos naturais e a emissão de resíduos.

    Por isso, os militantes que defendem uma renovação do Brasil e cujos partidos não se decidem por um candidato próprio devem comemorar a possibilidade de toda candidatura que recupere o sonho da revolução que o País precisa. Os que não perderam a crença nas mudanças devem se alegrar com candidaturas portadoras de utopias, como a de Marina Silva e outras que venham a surgir.

    Como ex-candidato que também tentou ser portador de utopias – sem passar de 2,5% dos votos –, comemoro o nome da Marina Silva e outros, como Heloisa Helena, que darão ao Brasil a oportunidade de escutar propostas alternativas, fora da mesmice.

     

    Artigo do Senador Criostovão Buarque  no site da O GLOBO

    Abaixo-Assinado : NÃO ao atual projeto de Ampliação do Aeroporto de Viracopos.:

    Excelentíssimo Sr. LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA, D.D. Presidente da República
    Excelentíssimo Sr. José Serra, D.D. Governador do Estado de São Paulo
    A ampliação do aeroporto de Viracopos da forma proposta pela INFRAERO e endossada pelo atual Governo Municipal de Campinas é repudiada por todos abaixo assinados. O ecossistema da região com importante remanescente do bioma cerrado, dezenas de nascentes, córregos e ribeirões, áreas rurais férteis e produtivas, comunidades históricas e culturais como Friburgo e Helvetia, estão ameaçados de degradação e de extinção diante da implantação do megaempreendimento imobiliário que pretende ocupar a área destinada à desapropriação para a expansão do aeroporto de Viracopos. Nesse ambiente de extrema fragilidade ambiental são ainda encontradas ricas espécies da flora e da fauna − algumas ameaçadas de extinção. Sem nenhum planejamento estratégico urbano que minimize os grandes problemas já instalados na região, como o trânsito caótico das rodovias, os congestionamentos, a poluição sonora e atmosférica já em níveis de saturação, a falta de área útil para aterros sanitários, o desmantelamento dos serviços públicos sanitários e a escassez dos recursos hídricos, esse projeto causará um imenso impacto ao ambiente natural da Região Metropolitana de Campinas, trazendo profundas implicações na manutenção da qualidade de vida da região, com reflexos desastrosos na saúde pública. O projeto já posto para o licenciamento ambiental contraria os dispositivos expressos nas Constituições Federal e Estadual, na legislação ambiental, no Estatuto da Cidade e em outras bases legais. Além de inviabilizar a implantação dos Eixos Verdes, conforme preconizado no Plano Diretor do município de Campinas, que é um anseio da população. O uso desmesurado do território, que privilegia interesses privados acima das necessidades públicas, deixa somente a perspectiva do grande passivo ambiental que será creditado à memória da nossa geração, como ocorre hoje no planeta. Portanto, nós, instituições signatárias e cidadãos da Região Metropolitana de Campinas, somos contrários à Ampliação de Viracopos da forma irresponsável pela qual se apresenta e solicitamos a revisão do projeto em referência.

    assine : http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4858

    sexta-feira, 14 de agosto de 2009

    Para Serra, EIA-Rima de Viracopos ‘não se sustenta’

    dilmaeserrra O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou ontem, pela primeira vez, o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) apresentado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Segundo ele, “ambientalmente”, o projeto de ampliação do aeroporto “não se sustenta”. “Defendemos um projeto que seja bom, que seja viável, que exista do ponto de vista ambiental. Porque, se pegar o caminho errado, depois vai ficar encravado e não anda mais”, afirmou, durante cerimônia de assinatura de convênio com a Prefeitura de Americana para reforma e ampliação do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi.
    “Eu conversei com o ministro (Nelson Jobim, da Defesa) sobre isso porque eles (governo federal) têm um projeto que, ambientalmente, não se sustenta”, afirmou. Em junho, durante participação no 16º Congresso Estadual do PPS, em Jaguariúna, o governador já havia demonstrado ao Correio sua preocupação na questão ambiental em torno do projeto. Ele disse que tinha sido alertado pelo secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano, sobre as polêmicas ambientais e que procuraria o ministro para obter informações sobre o projeto e as intenções do governo federal na área ambiental.
    A declaração de Serra, porém, coloca um ponto de interrogação sobre o andamento do projeto, já que é o governo estadual, por meio da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), o responsável por liberar o início das obras no aeroporto, isso somente após a análise dos impactos ambientais. O governador, além de defender o projeto anterior de ampliação de Viracopos, que inclui a desapropriação e a retirada de famílias da área localizada do outro lado da Rodovia Santos Dumont (SP-75), disse que tem “batalhado, falado muito sobre isso” (preocupação ambiental em torno da ampliação do aeroporto), e que está “angustiadíssimo” com o assunto. “Viracopos é a única opção para ampliação aeroportuária de São Paulo. Ele (aeroporto) pode ser ampliado para 20, 30 vezes o seu volume atual de passageiros”, disse, defendendo a concessão do terminal. “O melhor caminho é o da concessão e a Infraero não vai fazer isso nunca. Ela não tem competência para isso”, afirmou Serra.
    Repercussão
    O superintendente da Infraero em Campinas, Cláudio Salviano, disse ontem, via assessoria, que a empresa mantém boas tratativas com todos os órgãos nos quais tramita o EIA-Rima de Viracopos e que aguarda a manifestação oficial da Cetesb sobre o estudo ambiental apresentado. A Prefeitura de Campinas e o Ministério da Defesa optaram por não comentar a declaração de Serra.
    No entanto, conforme revelou ontem o secretário de Meio Ambiente de Campinas, Paulo Sérgio Garcia de Oliveira, o estudo ambiental apresentado no começo desta semana pela Prefeitura, recomendando medidas de conservação e compensação ambiental ao projeto de ampliação de Viracopos, foi um “pedido” da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. O objetivo seria apresentar à Infraero um diagnóstico ambiental feito por técnicos com conhecimento local. Dessa forma, conforme publicado anteontem pelo Correio, o prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), propôs uma série de condições para ampliação do aeroporto, como recuperação de nascentes, preservação e reflorestamento de vegetação em uma área três vezes superior à que será suprimida para a construção da segunda pista de Viracopos, além da aplicação de parte dos recursos da compensação ambiental na elaboração do plano de ocupação da bacia do Rio Capivari.
    “Com o estudo, esperamos contribuir com o processo de licenciamento ambiental para implantação do projeto de ampliação do aeroporto”, disse o secretário. “Com as considerações feitas no estudo ambiental municipal, acreditamos que todas as questões, hoje não contempladas, serão atendidas. Dessa forma, temos a plena viabilidade ambiental do projeto”, afirmou Oliveira. O secretário disse ainda que o estudo será enviado ainda esta semana ao Estado e à Infraero, e que cobrará um resultado da análise de ambas instituições.
    O diagnóstico apontou 48 nascentes na área do atual e futuro sítio aeroportuário, das quais 26 drenam para o Rio Capivari e 22 para o Capivari-Mirim. Na primeira fase de ampliação de Viracopos, prevista para 2015, o estudo diz que serão toleradas intervenções em no máximo nove nascentes, para as quais deverão ser apresentados projetos técnicos de captação, condução e lançamento nos cursos de água. A Prefeitura quer que a intervenção tenha como contrapartida a recuperação e reflorestamento de 33 nascentes a serem preservadas, além de exigir uma série de planos e projetos para a obtenção da licença de instalação.
    Segundo o secretário de Meio Ambiente, na implantação da primeira fase das obras de ampliação, a Prefeitura quer que a supressão de vegetação seja limitada a 150 hectares, sendo condicionada à preservação de 288 hectares de formações vegetais nativas, além da recuperação de 450 hectares de áreas inseridas no sítio aeroportuário nas Reservas Ambientais Permanentes, hoje desprovidas de vegetação. Atualmente, existem 438 hectares de vegetação nativa remanescente, sendo 235 hectares de cerrado, 173 de floresta mesófila semidecídua e 29,7 de campos de várzea no sítio aeroportuário.
    Documento é analisado na Secretaria de Meio Ambiente
    O EIA-Rima apresentado pela Infraero está sendo analisado por técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. O documento prevê, além dos 37 impactos ambientais, o investimento de R$ 32,4 milhões em compensações ambientais e uma série de medidas preventivas e de controle para amenizar os impactos à vegetação, ao solo, às águas subterrâneas, à população, à fauna e à flora. A compensação está calculada com base em 0,5% dos investimentos de R$ 6,4 bilhões previstos na ampliação e operação de Viracopos até 2015. De acordo com a assessoria da secretaria, a análise feita pelos técnicos está na sua fase preliminar, de levantamento de dados para confrontar com as questões apresentadas pela Infraero. Segundo a assessoria, tudo está sendo feito de forma a verificar se o estudo atende à legislação ambiental vigente. “Nesse momento, os técnicos trabalham sobre o EIA-Rima apresentado pela Infraero e qualquer informação dada nesse momento seria precipitada”, informou a assessoria. O levantamento, formado por seis volumes de textos e mapas, foi elaborado pela Walm Engenharia e Tecnologia Ambiental. O estudo pede o licenciamento para implantação da segunda pista (prevista para ser concluída em 2010), área para teste de motores e inspeção de aeronaves, implantação do primeiro módulo do novo terminal de passageiros, miniterminais, pátio de aeronaves, edifício garagem/estacionamento, ampliação do Sistema Terminal de Cargas, implantação do Centro de Manutenção da Infraero, implantação do Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio, vias de acesso internas e infraestrutura básica. Também estão sendo licenciados lotes para o parque de abastecimento de aeronaves, para o sistema de companhias aéreas e sistema de aviação geral, para o sistema industrial de apoio, para a estação de tratamento de resíduos, para estações ferroviárias e para o aeroporto indústria. (VBF/AAN)

    Fonte: Jornal Correio Popular de 13/08/2009

    Eco-Cidades

    quarta-feira, 12 de agosto de 2009

    Deu no blog do Edmílson Siqueira

    helio

    A verdadeira intenção
    Parece que a intenção de se desapropriar tanta terra para construir a segunda pista do Aeroporto de Viracopos, destruindo chácaras e residências centenárias, encobrindo dezenas de nascentes e acabando com o que resta de manifestação do cerrado, além de exterminar a exploração sustentável da região, tem outros motivos além da pura e simples devastação de uma área preservada e a manutenção de uma área já devastada pela ocupação irregular e sem qualquer planejamento. O prefeito de Campinas, “doutor” Hélio, segundo se lê no Correio Popular de hoje, quer que seja criado um fundo compensatório da devastação a ser realizada. E será, claro, um fundo municipal, ou seja, o dinheiro viria para a Prefeitura. Cada empresa que se instalar nas amplas áreas que ele quer destinar para a indústria e o comércio ao redor do aeroporto expandido terá de depositar 0,5% do valor de investimento no fundo. Que será gerido, obviamente, por gente do prefeito. Enfim, as empresas poderão se instalar devastando tudo que há pela frente, desde que paguem a caixinha do fundo compensatório. Para cada árvore arrancada, um dinheirinho na caixinha do prefeito. É a licença para devastar institucionalizada pelo poder público.
    Como já assinalei, agora se entende o motivo pelo qual o “doutor” Hélio se entusiasmou tanto com um plano que ainda lhe rendia alguns milhares de votos, pois preserva da desapropriação bairros que, embora mantidos, ficarão à mercê do barulho intenso e da enorme poluição química resultante do aumento considerável de vôos, e, por outro lado, invade uma região preservada e habitada por colônias centenárias de imigrantes europeus. Como na área já ocupada por bairros não há o que devastar, não seria possível criar a caixinha do fundo. Esperta essa gente, não?

    Blog do Edmílson : http://www.edmilsonsiqueira.com.br/

    sábado, 8 de agosto de 2009

    Mitigar acaba com as florestas.

                          mitigal 

            Quando eu era criança e comecei a trabalhar em farmácia, lá pela metade dos anos 70, conheci um remédio para coceira chamado  Mitigal.

            O pessoar mais simplezinho chamava o remedinho de Mitigar.

            Mitigal era da Bayer. E se é bayer é bom, vc sabe.

            (A Bayer é a precursora da deusa Monsanto.)

            E por ironia, o termo mitigar,  está em moda neste processo destrutivo ambiental em que vivemos. É mitigação pra tudo!

            Aquele obra vai soterrar 49 nascentes e comprometer a água de uma cidade inteira. Não faz mal,existe uma mitigação,a gente pranta umas arve!

           Mitigação é uma sarna. Dá coceira.

           Saudades do tempo em que mitigar era só um remediozinho contra sarna.

           Sarna individual e não coletiva.

    Eco-Cidades: MITIGAÇÕES

    sexta-feira, 7 de agosto de 2009

    MITIGAÇÕES














    Mitigações
    Sinônimo de, burlar o código florestal, passar por cima da constituição,perpetuar a devastação dos ecossistemas.

    quinta-feira, 6 de agosto de 2009

    HIROSHIMA

    Hiroshima lembra 64 anos da bomba atômica e pede mundo desnuclearizado

    HIROSHIMA, Japão (AFP) - A cidade japonesa de Hiroshima lembrou nesta quinta-feira o 64º aniversário do primeiro bombardeio atômico do mundo, que deixou 140 mil mortos, em 1945.O prefeito de Hiroshima aproveitou a ocasião para pedir a abolição por completo das armas nucleares até 2020.Cerca de 50.000 pessoas, incluindo os sobreviventes do Holocausto nuclear, participaram na cerimônia no monumento dedicado aos 140.000 mortos pelo ataque lançado pelos Estados Unidos em 6 de agosto de 1945.O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, se encontrava presente, assim como os representantes de 60 países."Prometo novamente hoje que o Japão estará na vanguarda da comunidade internacional pela abolição das armas nucleares e a manutenção de uma paz eterna", afirmou Aso ao término da cerimônia.O prefeito Tadatoshi Akiba elogiou em seu discurso a posição antinuclear do presidente americano Barack Obama.A cerimônia foi realizada a alguns metros da Cúpula de Genbaku, um ex-salão de exposições do qual resta apenas a estrutura calcinada. Este foi o único edifício que ficou em pé depois da explosão da bomba.O prefeito recordou as palavras de Obama, que afirmou que, como a única potência a ter utilizado a bomba atômica, os Estados Unidos têm a "responsabilidade moral de atuar para obter um mundo sem armas nucleares"."A abolição das armas nucleares é o desejo não apenas dos 'hibakusha' (sobreviventes do bombardeio), como também de uma ampla maioria de pessoas e nações neste planeta", indicou."Nós nos referimos a nós mesmos, a grande maioria global, como a 'obamaioria' e pedimos ao resto do mundo que se una a nossa causa para eliminar todas as armas nucleares até 2020", acrescentou Akiba.Taro Aso admitiu que não acredita numa abolição das armas nucleares, pouco depois de ter prometido às vítimas de Hiroshima que o Japão sempre será um dos líderes da luta contra a desnuclearização do planeta."Um mundo sem armas nucleares só poderá existir se todas as bombas nucleares desaparecerem de vez do planeta", estimou Aso durante uma coletiva de imprensa depois de pronunciar o discurso de Hiroshima."Em circunstâncias normais, é imaginável e não é justo acreditar que, se alguém a abandonar unilateralmente, os outros também abandonarão", afirmu ainda.Às 08H15 local (23H15 GMT), a hora exata em que a bomba explodiu em 1945, os participantes se levantaram e rezaram em silêncio pela memória das milhares de vítimas.Entre 6 de agosto e 31 de dezembro de 1945, 140.000 pessoas morreram por causa da bomba que caiu em Hiroshima.Em 9 de agosto, os Estados Unidos jogaram uma segunda bomba sobre o porto de Nagasaki, que deixou 70.000 mortos.Em 15 de agosto o Japão se rendeu, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. Desde então, o país é oficialmente pacifista e se converteu num dos principais aliados dos Estados Unidos. No arquipélago japonês estão posicionados 47.000 militares americanos.O governo americano jamis pediu desculpas pelas vítimas inocentes do ataque.Enquanto isso, prossegue o debate entre historiadores e políticos para determinar se os dois ataques atômicos eram necessários para pôr fim à guerra ou se tratava de testar uma nova arma e estudar os efeitos sobre a população.Segundo pesquisa publicada esta semana pela Universidade de Quinnipiac (Connecticut, nordeste), quase dois terços dos americanos continuam pensando que os Estados Unidos tiveram razão em recorrer à arma atômica.

    http://www.youtube.com/watch?v=yzKjCfRDqSw

    quarta-feira, 5 de agosto de 2009

    Conferência Brasil 2020 (AO VIVO)

     

    Eco-Cidades

    Programação - State of the World Forum
    Agenda da conferência de trabalho:
    (As sessões diárias irão acontecer nos seguintes horários: 08:30-10:30hs; 11:00-12:30hs; 14:30-16:00hs; 16:30-18:00hs)
    1º Dia: 4 de Agosto - Cerimônia Pública de Abertura
    Os participantes se reunirão às 18:15hs no lobby do Hotel Othon para uma curta caminhada até o Palácio das Artes.
    Cerimônia Pública de Abertura no Palácio das Artes, Belo Horizonte, das 19 às 21hs
    Programação da Cerimônia de Abertura
    Vídeo de Abertura
    Entretenimento
    Boas Vindas
    Jim Garrison, Presidente, State of the World Forum
    Emilia Queiroga, Diretora, State of the World Forum/Brasil
    Marcio Lacerda, Prefeito de Belo Horizonte
    Apresentações:
    Emad Adly, Coordenador - Egito, UN/World Bank Global Environmental Facility
    Nicki Gavron, Ex vice-prefeita de Londres
    Jean Houston, Presidente da Fundação para Maestria Social
    Carlos Minc, Ministro do Meio-Ambiente, Brasil
    Sergio Serra, Embaixador e Chefe da Delegação Brasileira para Copenhagen
    Marina Silva, Senadora, ex Ministra do Meio Ambiente, Brasil
    Ricardo Young, CEO do Instituto Ethos
    Apresentação de um VT da Globo - Educação Pública sobre o Superaquecimento, em apoio à Campanha Brasil 2020:
    Aécio Neves, Governador de Minas Gerais
    Recepção VIP para os participantes da Conferência
    2º Dia: quarta-feira, 5 de Agosto - Alinhamento
    Período da Manhã - de 8:30 às 12:30hs na Prefeitura
    Abertura com Emília Queiroga
    Introduções - Devido ao tamanho da conferência, vamos nos dividir em grupos para nos apresentar uns aos outros. Tradutores de Espanhol, Inglês e Português estarão disponíveis.
    Panorama da Campanha de Liderança Climática 2020 - Jim Garrison
    Perspectivas da Crise e Oportunidades quanto ao Aquecimento Global:
    Breves entrevistas com alguns dos participantes na conferência, intercaladas com pequenos grupos interação.
    Período da Tarde - de 14:30 às 18hs na Prefeitura
    A urgência 2020 - Lester Brown, Presidente da Earth Policy Institute/Resposta por Jose Carlos Carvalho, Secretário de Estado de Minas Gerais; Carlos Nobre, Presidente da Geosphere - Biosphere Program; Eneas Salatti, Diretor Técnico da Fundação para a Sustentabilidade.
    Soluções 2020 - Curtas intervenções por parte dos participantes sobre soluções específicas para o aquecimento global.
    Discutindo as Perspectivas
    A abordagem Meshwork 2020 - Morel Fourman, CEO da Gaiasoft; Richard David Hames, Fundador da Ásia Foresight Institute; Peter Merry, diretor do Hague Center
    Visão 2020 - processo participativo com visões individuais e coletivas para 2020
    3º Dia: quinta-feira, 6 de agosto - Foco

    Período da Manhã - de 8:30 às 12:30hs na Prefeitura
    Abertura com Emília Queiroga
    Iniciando - Processo de Ação 2020: Richard David Hames, Peter Merry, e equipe de facilitadores irão conduzir
    O período da manhã na atribuição de nomes e áreas de atuação na elaboração da campanha 2020. As deliberações estarão online no programa Gaiasoft para que os participantes possam aprender imediatamente a utilizar a metodologia Gaiasoft. O trabalho acontecerá em pequenos grupos em um trabalho altamente interativo.
    Período da Tarde - de 14:30 às 18hs na Prefeitura
    Início do Processo de Ação 2020 - Richard David Hames, Peter Merry e equipe irão conduzir o período da tarde sobre os detalhes das condições de sucesso e os recursos existentes para cada área. As pessoas se organizarão em grupos com base em áreas de interesse e de ação, enquanto estarão trabalhando para tocar a mente e o coração do Líder Climático, criar uma cultura de sustentabilidade climática, enfatizar as qualidades dessa liderança, e criar sistemas de prosperidade climática, todos dentro de um horizonte temporal 2020. Eles também irão identificar soluções existentes, relato de histórias, capacidades e limitações das organizações em que estão trabalhando. Tudo será mapeado utilizando a tecnologia Gaiasoft.
    4º Dia, sexta-feira, dia 7 de Agosto, Planos de Ação e Próximos

    Período da Manhã - de 8:30 às 12:30hs na Prefeitura
    Emilia Queiroga
    Início do Processo de Ação 2020 - Richard Hames, Peter Merry and Morel Fourman irão apresentar o sumério do progresso feito pela Gaiasoft/Meshworks. O grupo vai compartilhar perspectivas e colaborações que serão tratadas em Washington D.C., Rio de Janeiro e nas campanhas nacionais 2020. No final desta apresentação, os participantes terão identificado e se comprometido com os fluxos de ação.
    Fechamento - de 14:30 às 18hs na Prefeitura
    Integração e Próximos Passos - Jim Garrison vai começar resumindo o processo de conferência e planejamento das próximas etapas. Os Relatórios da Estratégia Grupo Brasil 2020, Campanha Juventude Brasil2020 entre outras mobilizações que terão tomado forma durante a conferência. Haverá discussão sobre Copenhagen e como o nosso CLC 2020 pode ter impacto na discussão mundial sobre o aquecimento global.

    Infraero só terá licença renovada se mudar rota de pouso do Aeroporto Santos Dumont - O Globo

    Infraero só terá licença renovada se mudar rota de pouso do Aeroporto Santos Dumont - O Globo

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    O Mundo segundo a Monsanto , legendas em português.

    1ª de 12 partes

    Eco-Cidades

         O documentário “O Mundo Segundo a Monsanto”, da jornalista francesa Marie-Monique Robin, finalmente ganhou legendas em português no Youtube. Está dividido em 12 capítulos e os links para os demais capítulos são estes :

    2ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=QcbGVHw_J_A

    3ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=JENyxk1w1XI

    4ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=YAOGHjJnNFY

    5ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=znO6EM5A11M

    6ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=sBaozVksjx4

    7ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=pRj4c33_rW8

    8ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=58TNscFqLT0

    9ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=_hZPFbn6tgA

    10ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=ujDPyK0zQ58

    11ª parte: http://www.youtube.com/watch?v=zTGK-7p81Xs

    12ª parte:http://www.youtube.com/watch?v=NfSag5DVdos

    Chineses querem construir o trem bala


    Depois dos coreanos, japoneses, alemães, espanhóis e franceses, é a vez dos chineses entrarem na disputa pela construção do trem de alta velocidade (TAV) que vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Uma comitiva do Ministério das Ferrovias da China, liderada pelo diretor-geral, Wu Wey, desembarcou ontem no Brasil para buscar informações sobre o projeto e o processo de licitação, cujo edital deve ser publicado em setembro, com possibilidade de a concorrência ocorrer em meados de 2010.Formada por oito integrantes, entre executivos, técnicos do ministério chinês e engenheiros, a delegação passará cinco dias no Brasil em visitas a representantes de governos estaduais e federais. A primeira reunião será hoje, em Brasília, após a realização da audiência pública que discutirá a viabilidade e a implantação do projeto. Eles se encontrarão com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo.Depois, passarão pelo Rio de Janeiro para um encontro com o secretário de Estado dos Transportes, Julio Lopes, e, possivelmente, com o governador Sérgio Cabral (PMDB). Por último, seguirão para São Paulo para uma reunião agendada com o secretário de Estado dos Transportes, Mauro Arce, e muito provavelmente com o governador José Serra (PSDB). Campinas não foi incluída no roteiro pela escassez do tempo. Porém, a visita está certa para uma próxima vinda da comitiva ao Brasil, ainda sem data para ocorrer.DisposiçãoDe acordo com o diretor-presidente da Asian Trade Link (ATL) no Brasil, Marco Polo Moreira Leite, responsável pela ponte entre os governos chinês e brasileiro, os chineses estão com “disposição total” para vencer o páreo dos concorrentes para a construção do TAV no Brasil. O principal argumento são os recursos. Segundo ele, o governo chinês tem cerca de US$ 280 bilhões para investir no setor ferroviário tanto do seu país quanto de outras nações. Só para se ter uma ideia, o governo brasileiro estima o investimento na construção do TAV em R$ 34,6 bilhões.Neste caso, o Brasil seria a porta de entrada para os investimentos chineses em trens de alta velocidade na América do Sul. Em outras modalidades férreas, por exemplo, o governo chinês já demonstrou seu poderio no Brasil e na América do Sul. De acordo com Leite, foram eles que venceram — desbancando a França e a Coreia do Sul — a licitação internacional do governo do Estado do Rio para fornecer à Supervia, concessionária de trens urbanos da região metropolitana, 30 trens elétricos por US$ 165 milhões. Também no Rio de Janeiro, eles venderam 114 novos carros para o Metrô do Rio, empresa responsável pela operação dos metrôs na capital fluminense.Já na Venezuela, eles fecharam um contrato de US$ 7,5 bilhões com o governo de Hugo Chávez para a construção de 468 quilômetros de ferrovias que vão ligar quatro estados venezuelanos. “O Ministério das Ferrovias da China detém várias empresas (autarquias) e um orçamento excelente. Dessa forma, eles se formam em consórcios e vencem as licitações apresentando preços muito inferiores aos demais, dos outros concorrentes”, disse o diretor-presidente da ATL.O empresário acrescentou que a China também venceu recentemente licitações na área de ferrovias na Argentina, no Paquistão, na Indonésia e no Irã. De acordo com dados do Ministério das Ferrovias, a China, cuja malha ferroviária totaliza 80 mil quilômetros, tem como meta construir, até 2012, 13 mil quilômetros de linhas para o seu TAV. Até 2015, o traçado para o trem-bala na China deve totalizar 16 mil quilômetros. “A título de comparação, a malha de trens-balas no mundo, hoje, soma 10 mil quilômetros. E estamos numa luta imensa para construir 511 quilômetros”, disse, referindo-se à extensão da obra do TAV no Brasil, prevista no projeto de implantação.SAIBA MAISNo cronograma do Ministério dos Transportes, divulgado há duas semanas, as obras do TAV no Brasil deverão ser concluídas em 2014 para a realização da Copa do Mundo.Deputado estuda pedir auditoria permanenteO deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), de Americana, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), disse ontem que estuda solicitar ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria permanente sobre os projetos de implantação e execução do trem de alta velocidade (TAV) que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Ele disse que a complexidade do projeto e a quantidade de recursos a ser empenhada pelo governo federal são suficientes para se ter um acompanhamento dos trabalhos. “O investimento é muito grande e a população é quem vai pagar por isso. Então, tudo tem de ser feito às claras, e a Comissão de Viação e Transportes (CVT) vai acompanhar com lupa todo o andamento do processo”, disse. A audiência pública que será realizada hoje em Brasília, na Câmara dos Deputados, foi proposta pelo deputado, integrante da CVT, junto dos deputados Carlos Zarattini (PT-SP), Jaime Martins (PR-MG) e Duarte Nogueira (PSDB-SP). A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não participará do encontro. No lugar dela, irá o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos. Participarão ainda do debate o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Galvão Coutinho. De Campinas, irão o assessor-executivo da presidência da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Maurício Thesin, e o vereador Luis Yabiku (PDT), representando a Câmara de Campinas. O secretário de Transportes do Estado de São Paulo, Mauro Arce, e o diretor de Engenharia da Companhia de Transportes Sobre Trilhos da Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Riotrilhos), Bento Lima, estarão presentes, além de representantes dos governos coreano, chinês, japonês e alemão. (VBF/AAN)
    Fonte : Correio Popular (Campinas)

    terça-feira, 4 de agosto de 2009

    Entrevista da Presidente do Comdema na Band

    Entrevista da presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Campinas, Mayla Porto, no programa Entrevista Coletiva, acerca do projeto megalomaníaco da Infraero de ampliação do aeroporto internacional de Viracopos.

    1ª parte

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    2ª parte

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    3ª parte

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